Projeções sobre a Inflação dos Alimentos
O Ministério da Fazenda prevê que a inflação relacionada aos preços dos alimentos apresentará uma aceleração em 2026. No último ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que avalia o grupo de alimentação e bebidas, registrou um aumento de 2,95%.
Dados do Boletim Macrofiscal
Essas informações foram divulgadas no boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) na última sexta-feira, 6 de outubro. O documento destaca que a expectativa de aceleração nos preços dos alimentos deve ser influenciada por uma série de eventos climáticos ao longo do ano de 2026. Tais eventos impactarão, de forma significativa, a dinâmica dos preços de alimentos frescos, ou seja, in natura.
Fatores que Influenciam a Aceleração da Inflação
A SPE também apontou que a retenção de fêmeas no Brasil e nos Estados Unidos, resultado de práticas de manejo na pecuária, contribuirá para a diminuição da oferta de carne bovina. Isso, aliado à expectativa de uma produção reduzida de produtos semielaborados como arroz, trigo e seus derivados, assim como de alimentos in natura como tomate e batata, tende a pressionar ainda mais a inflação dos preços alimentares.
Inflação Geral no Brasil
Em contrapartida, a inflação geral do Brasil deverá apresentar uma desaceleração em relação ao ano de 2025, quando o IPCA foi de 4,3%. A equipe econômica estima que o índice deverá cair para 3,6% neste ano.
Expectativas para 2026
A SPE afirma que os preços deverão ser influenciados positivamente pelo excesso de oferta global de bens e combustíveis, bem como pelos efeitos defasados do enfraquecimento do dólar e das políticas monetárias implementadas. No entanto, ainda deverão ocorrer pressões moderadas sobre os preços dos alimentos ao longo do ano, como mencionado anteriormente.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


