Anthropic cometeu ‘erro’ em conversas com o Pentágono, afirma Presidente da FCC

Testemunho de Brendan Carr

O presidente da FCC, Brendan Carr, prestou depoimento perante o Subcomitê de Apropriações da Câmara dos Representantes, focado nos Serviços Financeiros e Governo Geral, no edifício do Escritório da Câmara Rayburn em Washington, DC, no dia 21 de maio de 2025.

Erro da Anthropic na Negociação

Carr afirmou à CNBC que a Anthropic "cometeu um erro" em suas negociações com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, após o governo americano decidir classificar a empresa de inteligência artificial como alvo de sanções. A startup estava em negociações complexas em relação aos termos de seu contrato com o Pentágono. A Anthropic solicitou garantias de que sua tecnologia não seria utilizada para desenvolver armas totalmente autônomas ou para a vigilância em massa de cidadãos americanos. O Departamento de Defesa exigiu que a Anthropic concordasse em permitir o uso de seus modelos para todos os casos de uso legal.

As negociações entraram em impasse na semana passada, e o CEO da Anthropic, Dario Amodei, informou que a empresa "não pode, em boa consciência", permitir o uso de seus modelos sob essas condições.

Declarações do FCC

Brendan Carr declarou à CNBC: "Acho que a Anthropic provavelmente cometeu um erro. É evidente que existem regras que se aplicam a toda tecnologia com a qual o Departamento de Defesa contrata."

Em resposta ao impasse, o presidente Donald Trump ordenou que todas as agências governamentais dos Estados Unidos "cessassem imediatamente" o uso da tecnologia da Anthropic. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, intensificou a pressão sobre a Anthropic, classificando-a como um "risco à cadeia de suprimentos para a segurança nacional". Essa classificação implica que qualquer contratante que colabora com o Pentágono não pode fazer negócios com a Anthropic.

Quando questionado pela CNBC se ainda existia a possibilidade de a Anthropic trabalhar com o governo dos EUA, Carr recomendou que a empresa tentasse "corrigir sua rota da melhor maneira possível". Ele acrescentou: "Eles tiveram muitas opções e oportunidades para encontrar um bom resultado, e escolher não fazê-lo é um erro para eles."

Reação da Anthropic

A Anthropic não estava imediatamente disponível para comentar quando foi contatada pela CNBC. Na sexta-feira, a empresa expressou seu "desagrado" com a decisão de ser incluída na lista negra, afirmando que isso "seria legalmente irregular e estabeleceria um precedente perigoso para qualquer empresa americana que negociasse com o governo".

A Anthropic enfatizou que "tentou de boa fé alcançar um acordo com o Departamento de Defesa", deixando claro que apoia todos os usos legais de inteligência artificial para a segurança nacional, exceto a vigilância em massa de cidadãos americanos e o desenvolvimento de armas totalmente autônomas.

Acordo da OpenAI com o Departamento de Defesa

Poucas horas após a sanção contra a Anthropic, o CEO da OpenAI, Sam Altman, anunciou que sua empresa havia concordado com os termos de um contrato com o Departamento de Defesa em relação ao uso de seus modelos de inteligência artificial. Na segunda-feira, Altman reconheceu que a OpenAI "não deveria ter apressado" seu acordo com o Departamento de Defesa, acrescentando que a decisão "parecia oportunista e desleixada".

A OpenAI delineou termos revisados do acordo, incluindo redações que esclareciam que "o sistema de IA não deverá ser intencionalmente utilizado para vigilância doméstica de cidadãos e nacionais dos EUA".

  • A reportagem contou com a contribuição de Ashley Capoot e Dylan Butts, da CNBC.

Fonte: www.cnbc.com

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