Revisão das Regras do FGC
O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Gilneu Vivan, anunciou nesta segunda-feira, dia 9, que a autarquia deverá incluir em sua agenda de entregas para este ano ou para o início de 2027 uma revisão de algumas regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Contexto do FGC
Desde novembro do ano passado, o FGC se tornou um assunto de grande relevância, especialmente por conta da liquidação extrajudicial do Banco Master. Este banco se viu envolvido em uma crise de liquidez, além de estar sob investigação por fraudes. Em janeiro deste ano, o Banco Central também decretou a liquidação da Will Financeira, que é controlada pelo Master.
Diante da liquidação do Master, o FGC iniciou pagamentos bilionários a credores do banco.
Impactos na Captação
Durante um evento realizado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em São Paulo, Vivan enfatizou que os incidentes recentes foram restritos a essas instituições específicas. Segundo ele, o Banco Central não observou mudanças significativas nas captações realizadas por outros bancos de pequeno e médio porte.
Aprendizados e Desafios
Vivan ressaltou que a experiência relacionada ao Master trouxe valiosos aprendizados para a autarquia. Ele destacou que o processo de liquidação levou mais tempo do que o desejado, referindo-se ao fato de que ainda hoje existem questionamentos acerca da rapidez com que a liquidação foi decretada.
Além disso, ele mencionou a "magnitude do processo", ressaltando que, no caso do Master, há aproximadamente 1 milhão de correntistas, enquanto na Will a quantidade é quase sete vezes maior. Esse fator, segundo Vivan, torna o debate sobre a situação ainda mais complexo.
Novas Diretrizes
No evento, Gilneu Vivan afirmou que a lista de entregas do Banco Central incluirá a definição de regras relativas à distribuição de títulos, bem como novas normas para prevenção de fraudes.
Por último, ele também comentou sobre a necessidade de uma "revisão das questões de tarifas", embora tenha dado poucos detalhes sobre esse assunto.
Fonte: www.moneytimes.com.br


