Após captar R$ 12 bilhões, Correios continuam em busca de novos empréstimos no mercado.

Negociação de Empréstimo pelos Correios

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, anunciou que a empresa está em discussões com instituições financeiras para a obtenção de um empréstimo adicional, parte de um plano de reestruturação financeira em andamento. No mês de fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) havia dado autorização para que a estatal captasse até R$ 8 bilhões em um novo empréstimo.

Apesar da quantia autorizada, o presidente Rondon afirma que, no momento, não há a necessidade de contratar o valor integral de R$ 8 bilhões. Segundo suas declarações, as ações de recomposição financeira já implementadas têm proporcionado um alívio significativo na liquidez da empresa, indicando que qualquer novo empréstimo deve ser de um montante menor em comparação ao autorizado.

Captação de Recursos Anterior

Como parte da primeira fase de seu plano de reestruturação, os Correios conseguiram a captação de R$ 12 bilhões em crédito através de um consórcio de bancos no final do ano de 2025. Esses recursos foram essenciais para garantir a liquidez imediata da empresa, possibilitando a normalização do fluxo financeiro, a quitação de obrigações financeiras pendentes e a recuperação da confiança de fornecedores, funcionários e clientes.

As operações de crédito mencionadas contam com a garantia da União, com o Tesouro Nacional oferecendo suporte para cobrir eventuais inadimplências dos Correios.

Outras Medidas do Plano de Reestruturação

Dentre as diversas medidas estruturais que estão sendo adotadas, destaca-se a realização de leilões de imóveis que não estão em uso operacional. A estatal estima que essa ação poderá gerar aproximadamente R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias, além de contribuir para a redução de despesas de manutenção e ajudar no reequilíbrio financeiro da companhia.

Outro ponto de relevância no plano foi a reabertura do Programa de Demissão Voluntária (PDV), que ocorreu em janeiro de 2026. A expectativa inicial da empresa era que cerca de 10 mil profissionais se desligassem, mas apenas 3.181 empregados aderiram ao projeto, o que representa 30% do total estimado.

Adicionalmente, o plano contempla o reequilíbrio do plano de saúde oferecido aos funcionários, a renegociação de passivos judiciais, além do fechamento de 16% das agências da companhia.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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