Após o Copom, Mini-índice tem queda de 0,22% devido à realização de lucros.

Após o Copom, Mini-índice tem queda de 0,22% devido à realização de lucros.

by Ricardo Almeida
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Mini-índice e Dólar Futuro

O mini-índice (WINV25), também conhecido como Ibovespa futuro, fechou a quinta-feira (18) com uma leve queda de 0,22%, finalizando o dia em 146.736 pontos. Esse desempenho acompanhou um movimento de realização de lucros no mercado brasileiro, influenciado pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada no dia anterior.

A análise técnica realizada pelo BTG Pactual nesta quarta-feira (17) indicou uma tendência de continuidade da alta recente. De acordo com os analistas da instituição, o rompimento da resistência em 146.100 pontos sugere um pivô de alta, com um alvo potencial em 150.230 pontos. O primeiro suporte relevante encontrado está na média de 50 períodos, situada em 144.200 pontos.

Paralelamente, o dólar futuro com vencimento em outubro apresentou uma leve queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,3200. Essa queda ocorre em um contexto de viés vendedor já consolidado, com a moeda norte-americana operando em níveis observados em junho de 2024.

Mais cedo, o BTG Pactual reportou que a média móvel de 21 períodos, localizada em R$ 5,335, representa a principal resistência de curto prazo. Um eventual recuo para esse patamar não deve alterar a tendência de baixa. O próximo alvo projetado para uma possível queda é de R$ 5,295.

Decisões Monetárias nos Estados Unidos

No contexto internacional, o mercado continuou a repercutir as recentes decisões monetárias. O Federal Reserve (Fed), na quarta-feira, decidiu reduzir sua taxa básica em 25 pontos-base, estabelecendo-a na faixa de 4% a 4,25%. Além disso, sinalizou a possibilidade de mais duas reduções de mesma magnitude até o final do ano.

Tradicionalmente, a diminuição das taxas de juros nos Estados Unidos tenderia a enfraquecer o dólar, pois tornaria os títulos americanos menos atraentes. Contudo, um dado econômico recente desencadeou um aumento nos yields dos títulos do Tesouro e na força do dólar. O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou, na manhã de hoje, que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego diminuíram em 33 mil, totalizando 231 mil na semana encerrada em 13 de setembro, cifra que está abaixo das expectativas de 240 mil.

Esse dado apresentou uma discrepância em relação a outros indicadores que sugerem um enfraquecimento do mercado de trabalho. Com isso, o DXY, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de moedas, registrou um aumento de 0,35%, alcançando 97,358 pontos por volta das 18h30.

A Reação do Dólar e do Mini-índice no Brasil

No cenário brasileiro, a cotação do dólar futuro recuou em relação ao real, especialmente após a decisão do Copom, que manteve a Selic em 15% ao ano, ressaltando que os juros devem se manter nesse patamar por um período prolongado.

Conforme Iana Ferrão, economista do BTG Pactual, a sinalização do Banco Central indica uma estabilidade da taxa até o final de 2025. A flexibilização da política monetária pode, segundo ela, ter início somente em janeiro de 2026. No entanto, não se descarta a possibilidade de uma antecipação para dezembro de 2025.

Embora o aumento da expectativa de juros reais tenha fortalecido a cotação do dólar futuro, essa situação pressionou a baixa do mini-índice. A elevação das taxas de juros tende a afastar investidores da Bolsa de Valores, resultando em uma diminuição do apetite por ativos de risco.

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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