Diante dos recentes eventos de crédito no Brasil, que geraram questionamentos sobre a resistência dos balanços corporativos após um longo período de juros elevados, as preocupações referentes à saúde financeira das empresas brasileiras aumentaram, de acordo com a análise da XP Investimentos.
Além disso, a corretora observa que a perspectiva para os próximos meses se tornou menos favorável para as empresas, uma vez que um cenário com a taxa Selic elevada por um período prolongado no Brasil começou a ser considerado mais provável, após o aumento recente das expectativas de inflação e juros.
Realizando uma análise das 140 companhias que são cobertas pela corretora e estão listadas na bolsa brasileira, a B3, as métricas financeiras apresentaram-se saudáveis e na maioria das vezes alinhadas com as médias históricas, tanto em nível consolidado quanto setorial, mesmo que haja algumas exceções. As estimativas dos analistas da XP não indicam uma deterioração significativa da alavancagem financeira em 2026 ou 2027.
“Embora os indicadores setoriais permaneçam, em geral, confortáveis, a dispersão dentro dos setores é notável em segmentos como agropecuária, alimentos e bebidas, petróleo e gás, e serviços públicos”, destaca a corretora.
Com base nos dados das empresas que fazem parte da B3, a XP desenvolveu dois filtros: um score de saúde financeira, que combina indicadores de alavancagem, cobertura e liquidez; e um outro score que avalia a vulnerabilidade ao cenário de juros mais altos por um período mais longo, combinando a pontuação de saúde financeira com a sensibilidade do retorno das ações às taxas de juros.
Como se posicionar nesse cenário?
A XP reitera a preferência por empresas de alta qualidade e com baixa alavancagem na B3, considerando a expectativa de uma Selic mais restritiva após a significativa abertura da curva dos Depósitos Interfinanceiros (DIs), também conhecidos como juros futuros, nas semanas anteriores.
Neste contexto, as companhias Porto Seguro (PSSA3), Cury (CURY3), Allos (ALOS3), WEG (WEGE3) e Ambev (ABEV3) se destacam entre as empresas com menor alavancagem.
Confira as empresas menos endividadas da B3
| Empresa | Ticker | Score do fator |
|---|---|---|
| Porto Seguro | PSSA3 | 99,6 |
| Ferbasa | FESA4 | 99,6 |
| Grupo SBF | GRND3 | 98,9 |
| Cury | CURY3 | 98,2 |
| Bemobi | BMOB3 | 98,1 |
| Allos | ALOS3 | 97,7 |
| Ambev | ABEV3 | 96,6 |
| Lojas Quero-Quero | LJQQ3 | 96,1 |
| WEG | WEGE3 | 95,4 |
| Tegma Gestão Logística | TGMA3 | 92,7 |
Fonte: www.moneytimes.com.br


