Estratégia de Crescimento da LWSA
Após um período intenso de aquisições na última década, a LWSA (LWSA3), anteriormente conhecida como Locaweb, agora se concentra em rentabilizar os ativos já adquiridos e em crescer de forma eficiente, conforme afirmou o CEO Rafael Chamas em entrevista ao Money Times.
“Nossa trajetória de fusões e aquisições foi muito bem-sucedida, mas neste momento o foco é eficiência. Não estamos olhando para novas aquisições. O objetivo é continuar expandindo com base no que já temos”, reiterou o executivo.
A LWSA realizou a venda da Wake Creators, anteriormente chamada de Squid, em outubro. Essa empresa foi adquirida quatro anos atrás e, segundo Chamas, trouxe “muita volatilidade” aos negócios. “Optamos por vender para reforçar foco e disciplina na execução”, destacou.
Essa operação teve um impacto negativo de R$ 416,3 milhões sobre a linha de “Outras Despesas (Receitas) Operacionais” no terceiro trimestre de 2025, resultando em um prejuízo líquido de R$ 287,8 milhões. Apesar disso, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 56,6 milhões, representando um aumento de 53% em relação ao ano anterior.
Resultados do Trimestre e Margem EBITDA
No terceiro trimestre de 2025, a LWSA registrou um EBITDA ajustado de R$ 87,0 milhões, um aumento de 18,1% em comparação ao terceiro trimestre de 2024, com uma margem que se expandiu em 1,4 pontos percentuais, alcançando 22,5%, o maior patamar já registrado pela companhia.
O caixa líquido oriundo das atividades operacionais totalizou R$ 102,9 milhões no terceiro trimestre de 2025, um montante 167,4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O fluxo de caixa livre pós-capex apresentou um crescimento de 607,6%, alcançando R$ 70,5 milhões.
No mesmo período, a LWSA aprovou a distribuição de R$ 28,6 milhões em dividendos e a recompra de cerca de R$ 3 milhões em suas ações.
Henrique Marquezi, diretor de Relações com Investidores, acredita que o processo de simplificação do grupo foi crucial para a melhoria dos resultados. “Estamos colhendo os frutos de uma estrutura mais enxuta e eficiente. Foi a melhor geração de caixa dos primeiros nove meses da história da companhia, totalizando R$ 161 milhões”, afirmou.
A receita consolidada aumentou em 11%, atingindo R$ 387,4 milhões, enquanto o GMV (volume bruto de mercadorias) cresceu 17%, chegando a R$ 20,3 bilhões.
“O trimestre foi muito positivo. Tenho dito que foi estratégico e operacional. A companhia precisava reacelerar, e fizemos isso com rentabilidade. Nosso mantra agora é continuar crescendo de forma saudável”, enfatizou Chamas.
Modelo de Negócio e Foco em Pequenas e Médias Empresas
Com cerca de metade de sua base de clientes operando em um modelo de assinatura, cujo faturamento subiu 20% no trimestre, a LWSA mantém um modelo de negócio considerado resiliente frente aos ciclos econômicos. O CEO comentou que “nosso cliente paga, em média, R$ 100 por mês. É um produto simples, voltado para pequenas e médias empresas, e que não sofre impacto direto do ciclo econômico. Pelo contrário, em cenários de juros altos, as PMEs buscam eficiência e digitalização”.
A LWSA permanece focada na digitalização de pequenos negócios e no fortalecimento de seu ecossistema de soluções. Entre as áreas em expansão estão os serviços de conta digital, operações logísticas e softwares de integração de vendas.
“Nosso papel é ajudar o cliente a vender mais — seja pela própria loja ou integrando canais. Hoje temos mais de 30 integrações ativas. O e-commerce ainda representa apenas 10% do varejo, então há muito espaço para crescer”, concluiu Chamas.
Fonte: www.moneytimes.com.br

