Resultados do Primeiro Trimestre de 2026
Os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26) de Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (29).
Vale (VALE3): Alta de 36% no Lucro do 1T26
A Vale (VALE3) reportou na terça-feira (28) um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão para o primeiro trimestre, com um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.
Embora o resultado tenha sido positivo, ele ficou um pouco abaixo das expectativas de analistas, que projetavam um lucro de US$ 2 bilhões, conforme dados compilados pela LSEG.
A receita líquida de vendas cresceu 14%, totalizando US$ 9,3 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado mostrou um aumento de 23%, alcançando US$ 3,8 bilhões.
Além disso, a Vale informou que o Ebitda proforma foi de US$ 3,9 bilhões, representando um crescimento de 21% na comparação anual, refletindo principalmente o impacto positivo de volumes e preços de vendas.
Santander (SANB11): Lucro Cai e Atinge R$ 3,8 Bilhões no 1T26
O Santander (SANB11) deu início à divulgação dos resultados dos grandes bancos com um lucro líquido gerencial de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, apresentando uma queda de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (29).
Esse valor ficou abaixo do esperado pelo consenso de analistas consultados pela Bloomberg, que aguardavam um lucro de R$ 4 bilhões.
Em comparação com o quarto trimestre, a desaceleração foi ainda mais acentuada, chegando a uma redução de 7,3%.
O retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês), um indicador frequentemente analisado por especialistas, terminou o período em 16%, representando uma queda de 1,6 ponto percentual em relação ao mesmo intervalo do ano passado, além de uma diminuição de 1,5 ponto percentual comparado ao trimestre anterior.
A média de cinco analistas consultados pelo Money Times previa um ROE de 16,54%.
WEG (WEGE3): Lucro de R$ 1,45 Bilhão no 1T26, Recuo de 5,7%
A WEG (WEGE3) reportou um lucro líquido de R$ 1,45 bilhão referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), indicando um recuo de 5,7% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado ao mercado nesta quarta-feira (29).
O consenso reunido pela Bloomberg estipulava um lucro de R$ 1,56 bilhão para o mesmo período. Em termos trimestrais, a queda foi de 8,2%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador do desempenho operacional, foi de R$ 2,10 bilhões de janeiro a março deste ano, contratando 3,2% na base anual e 8,3% comparado ao último trimestre.
A margem Ebitda avançou 0,6 ponto percentual em um ano, alcançando 22,2% no primeiro trimestre de 2026.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) foi de 33,1% no 1T26, uma redução de 0,1 ponto percentual em relação ao 1T25.
A receita operacional líquida totalizou R$ 9,46 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um recuo de 6,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em relação ao último trimestre, a redução foi de 7,6%.
Itaú (ITUB4): Reorganização Societária e Incorporação do Itaucard
O Itaú Unibanco (ITUB4) aprovou, em assembleia geral extraordinária realizada na terça-feira (28), a incorporação do Itaucard. Essa reorganização societária tem como objetivo simplificar a estrutura do conglomerado e aumentar a eficiência operacional.
A proposta recebeu aprovação majoritária dos acionistas, que juntas representavam 92,28% das ações ordinárias da instituição.
A operação prevê a absorção integral do patrimônio líquido do Itaucard pelo Itaú Unibanco Holding, sendo esse patrimônio avaliado em R$ 51,9 milhões com data-base de 31 de dezembro de 2025, de acordo com laudo da PwC aprovado pelos acionistas.
Por ser uma subsidiária integral do grupo, a incorporação não resultará em aumento de capital nem na emissão de novas ações.
Com a concluíção do processo, que requer ainda a aprovação do Banco Central, o Itaucard será extinto, com todos os seus ativos, passivos, direitos e obrigações sendo transferidos para o Itaú, conforme informado pelo banco.
Braskem (BRKM5): Indicações da Novonor e Petrobras para o Conselho
A Braskem (BRKM5) recebeu indicações da Novonor (ex-Odebrecht) e da Petrobras (PETR4) para substituir candidatos na eleição do conselho de administração da companhia, programada para ocorrer na próxima Assembleia Geral Ordinária, marcada para esta quarta-feira (29).
Entre os indicados estão Magda Chambriard, atual presidente da Petrobras, para o cargo de presidente do conselho, e Héctor Nuñez, atual CEO da Novonor, para o cargo de vice-presidente do conselho.
Segue a composição indicada atual:
- Magda Marisa de Regina Chambriard
- Héctor Nuñez
- Olavo Bentes David
- Willian França da Silva
- Fernando Sabbi Melgarejo
- Paulo Roberto Britto Guimarães (candidato independente)
- Mauricio Dantas Bezerra
- Lucas Cive Barbosa
- José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha (candidato independente)
- Gesner José de Oliveira Filho (candidato independente)
- Hélio Baptista Novaes
Espaçolaser (ESPA3): Pagamento de Dividendos
A Espaçolaser (ESPA3) decidiu aprovar a distribuição de R$ 222,9 mil em dividendos, correspondendo a R$ 0,00062213084 por ação, conforme comunicado enviado ao mercado na terça-feira (28).
Tem direito ao recebimento os acionistas que possuam posição acionária na companhia até 4 de maio de 2026. As negociações ocorrerão “ex-dividendos” a partir do dia seguinte.
Segundo o comunicado, o pagamento será realizado em moeda corrente nacional, em uma única parcela, até o final do exercício de 2026, em data a ser definida pela administração.
“Não haverá atualização monetária ou incidência de juros entre a data da declaração dos dividendos e a data do seu efetivo pagamento”, informou a Espaçolaser.
Espaçolaser: Grupamento de Ações
A Espaçolaser (ESPA3) anunciou ao mercado o grupamento das ações da companhia, que foi aprovado em assembleia geral ordinária e extraordinária realizada em 27 de março deste ano.
De acordo com o documento, o grupamento foi estabelecido na proporção de 10 para 1 e ocorrerá apenas após o período de composição, que se estenderá entre os dias 29 de abril e 12 de junho deste ano.
Durante esse período, os acionistas poderão ajustar suas posições em múltiplos de 10, a seu exclusivo critério, por meio de negociações privadas ou na bolsa.
A partir de 15 de junho, o grupamento será efetivado automaticamente, e as ações passarão a ser negociadas “ex-grupamento”, quando o mercado já considerará a nova quantidade de ações.
Neoenergia (NEOE3): Aumento de 28% no Lucro do 1º Trimestre
A Neoenergia (NEOE3) registrou um aumento de 28% no lucro atribuído aos controladores no primeiro trimestre de 2026, atingindo R$ 1,284 bilhão, com base em dados do balanço trimestral divulgados na terça-feira (28).
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) registrou R$ 4,1 bilhões, apresentando um crescimento de 10% em relação ao primeiro trimestre de 2025, enquanto o Ebitda Caixa teve um aumento de 8%, alcançando R$ 3 bilhões.
A receita operacional avançou 10%, totalizando R$ 12,526 bilhões, na comparação anual.
A companhia alcançou um crescimento de 1,9% da energia injetada, totalizando 23.337 GWh, enquanto a energia distribuída passou por uma queda de 1%, indo para 17,546 GWh.
Hypera (HYPE3): Lucro de R$ 346,8 Milhões no 1T26
A Hypera (HYPE3) informou ter registrado um lucro líquido de R$ 346,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo um prejuízo de R$ 141,1 milhões no mesmo período do ano anterior, conforme divulgação da companhia na noite de terça-feira (28).
A receita líquida somou R$ 2,01 bilhões, um crescimento de 86,7% em relação ao ano anterior. Segundo a empresa, essa forte alta reflete um efeito relevante de base, considerando que o 1T25 foi impactado pelo processo de otimização de capital de giro, que resultou em vendas reduzidas naquele período, além de uma recuperação operacional mais recente.
“A receita líquida alcançou R$ 2,01 bilhões no 1T26, um crescimento de 86,7% sobre o mesmo período do ano anterior. Esse aumento reflete principalmente o impacto negativo nas vendas decorrente do processo de otimização de capital de giro registrado no 1T25”, afirmou a companhia.
Bmg (BMGB4): Pagamento de Juros sobre o Capital Próprio
O Bmg (BMGB4) anunciou que pagará R$ 64,8 milhões em juros sobre o capital próprio, segundo documento enviado ao mercado na terça-feira (28).
De acordo com as informações, o valor por ação será de R$ 0,10, com a retenção de 17,5% de imposto de renda na fonte, resultando em um valor líquido de R$ 0,0825 por ação.
O pagamento aos acionistas está programado para ocorrer no dia 21 de maio de 2026, tendo como base de cálculo a posição acionária final registrada no dia 11 de maio de 2026.
Portanto, para usufruir desse valor, os acionistas devem adquirir as ações até o dia 12 de maio de 2026.
Rumo (RAIL3): Aprovação de Dividendos de R$ 201 Milhões
A Rumo (RAIL3) divulgou a aprovação da distribuição de dividendos referentes ao exercício de 2025, conforme fato relevante publicado na terça-feira (28).
O montante total a ser pago aos acionistas é de aproximadamente R$ 201,2 milhões, correspondendo a cerca de R$ 0,108 por ação ordinária. Esse valor representa 25% do lucro líquido ajustado da companhia, segundo o mínimo obrigatório estabelecido pela Lei das S.A. e no regulamento social.
Têm direito ao recebimento os investidores que possuírem posição acionária nesta terça-feira. As ações passarão a ser negociadas sob a condição “ex-dividendos” a partir de quarta-feira (29).
O pagamento será realizado em 30 de novembro de 2026, sem correção monetária ou incidência de juros até a data do crédito.
Cade Investiga Possível Alinhamento de Preços no Mercado Aéreo
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou na terça-feira (28) um processo administrativo para investigar possíveis condutas anticoncorrenciais dentro do mercado brasileiro de transporte aéreo doméstico, que envolve as empresas Gol (GOLL54) e Latam.
A investigação irá examinar indícios de um possível alinhamento de preços em rotas de alta relevância comercial.
A Superintendência-Geral (SG) iniciou as apurações em 2023, em resposta a uma representação do Ministério Público Federal junto ao Cade, que recebeu um ofício da Procuradoria da República no Rio de Janeiro indicando “enorme similaridade” nas tarifas cobradas pelas empresas Gol e Latam nas passagens da ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo (trechos SDU-CGH e CGH-SDU).
Após essa apontamento, um inquérito administrativo foi instaurado, o qual foi prorrogado em várias ocasiões.
A SG identificou “indícios robustos” de uma infração à ordem econômica, o que motivou o entendimento de ser necessário um aprofundamento na investigação, resultando na abertura do processo administrativo.
*Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br

