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Concorrência no Streaming
No competitivo mundo do streaming, nem todos conseguem sobreviver. "Acho que haverá muita consolidação", disse John Malone, presidente da Liberty Media, ao editor executivo da Yahoo Finance, Brian Sozzi, no podcast Opening Bid. "Se eu tivesse que adivinhar, ainda não vimos a última grande rodada, porque penso que as redes sociais, eventualmente, também se tornem entretenimento por streaming", acrescentou.
Malone, veterano da indústria de mídia conhecido pelo interesse em fechar negócios monumentais, argumenta que o mundo do streaming possui "jogadores demais" e que as ineficiências econômicas estão se tornando difíceis de ignorar.
Necessidades do Mercado
Craig Moffett, analista de mídia e telecomunicações, comentou: "O movimento para o streaming foi criado a partir da necessidade de grandes empresas de mídia controlarem o relacionamento com o cliente. O problema é que, realisticamente, não há espaço para seis ou mesmo cinco, ou talvez até quatro empresas possuírem esse relacionamento com o cliente."
Domínio da Tecnologia
As grandes empresas de tecnologia estão assumindo cada vez mais o controle da indústria do entretenimento. Um exemplo é o acordo de vários anos da Amazon com a NFL e os esforços da Apple para desenvolver programação original. Recentemente, a TKO Group Holdings firmou um contrato de direitos de mídia de 7,7 bilhões de dólares com a Paramount para transmitir eventos do UFC, seguindo-se ao acordo da Disney com a WWE por meio da ESPN.
Plataformas como o YouTube, do Google, competem não apenas no entretenimento, mas também aproveitam o poder das redes sociais. Malone expressou a opinião de que as gigantes da tecnologia acabarão se destacando à medida que a consolidação acelerar.
Potencial das Empresas de Tecnologia
Empresas como Google, Microsoft, Oracle e Meta podem aproveitar suas amplas bases de usuários, infraestrutura digital e algoritmos baseados em inteligência artificial. "Não ficaria surpreso se eles avançassem e se tornassem, essencialmente, distribuidores de entretenimento também", afirmou Malone.
A Disney também é um jogador importante, devido à sua forte posição em parques temáticos e propriedade intelectual central, acrescentou Malone.
Moffett observa que os players de sucesso serão aqueles que puderem consolidar e formar parcerias de forma a beneficiar os consumidores, além de impulsionar a rentabilidade. "Os consumidores estão enfrentando a realidade de que assinar cinco ou seis serviços diferentes não é apenas inconveniente e trabalhoso, mas também muito caro", disse.
Carreira de John Malone
A indústria de mídia nunca teve falta de personalidades notáveis. Um dos notáveis negociadores foi Malone. De 1970 a 1990, ele construiu a empresa de TV a cabo TCI por meio de negócios astutos e expansão agressiva, antes de vendê-la à AT&T em 1999 por mais de 50 bilhões de dólares.
Ele se tornou conhecido como o homem por trás da Liberty Media, um conglomerado de mídia cujo maior ativo é a Fórmula 1. Malone manteve um perfil público discreto, mesmo em meio a batalhas com outros titãs da mídia, como Barry Diller da IAC, Rupert Murdoch da Fox e o falecido Sumner Redstone, ex-proprietário da Paramount.
Atualmente, Malone lançou um novo livro intitulado "Born to be Wired", que compartilha suas histórias sobre ser o "cavaleiro da cabos" e, eventualmente, se tornar uma das forças dominantes no negócio da Fórmula 1.


