A Importância das Ações de Cibersegurança na Era da Inteligência Artificial
A necessidade de possuir ações de cibersegurança se tornou ainda mais evidente com a recente comprovação de que hackers estão utilizando a inteligência artificial (IA) para acelerar ataques mais sofisticados. Um relatório divulgado nesta semana pelo Google Threat Intelligence Group (GTIG) revelou que, pela primeira vez, um ator de ameaças utilizou um exploit de zero-day desenvolvido com IA, projetado especificamente para contornar a autenticação de dois fatores. O termo “zero-day” refere-se a uma falha de segurança que ainda não foi descoberta por aqueles que podem corrigê-la, tornando a vulnerabilidade um risco ainda mais ameaçador.
Adoção de IA por Cibercriminosos
Os pesquisadores do Google afirmaram que este caso representa um exemplo de como os adversários estão cada vez mais aproveitando a IA para automatizar vulnerabilidades, campanhas de phishing e o desenvolvimento de malware. Este ambiente de ameaça acentuada é favorável para empresas nativas de cibersegurança voltadas para IA, como CrowdStrike e Palo Alto Networks, pois reforça a ideia de que os gastos em cibersegurança são cruciais. As empresas precisam fazer parcerias com provedores de plataformas que sejam capazes de detectar e responder a ameaças em tempo real.
Posicionamento de Mercado das Empresas
Essa situação fortalece o argumento de investimento em CrowdStrike, que posicionou sua plataforma Falcon e suas ofertas de IA em Charlotte em torno da detecção e resposta autônoma a ameaças. A Palo Alto também enfatizou sua estratégia de plataforma movida a IA e suas capacidades de inteligência. O Clube, por sua vez, há muito tempo detém ações da CrowdStrike com uma classificação equivalente a compra, classificada como 1, sendo essa a empresa que mais apreciamos dentro do grupo. A Palo Alto, por sua vez, recebeu uma classificação de 3, o que indica que estamos buscando vendê-la a partir de um cenário de força.
Desempenho Recente
Na terça-feira, ambas as empresas de cibersegurança apresentaram alta, com as ações da CrowdStrike e da Palo Alto subindo 44% e 38%, respectivamente, no último mês. Essa recuperação é um indicativo positivo em relação à pressão que enfrentaram anteriormente neste ano, durante uma venda mais ampla de ações de software, gerada pelas apreensões em torno da disrupção provocada pela IA. Não acreditamos que essa situação refletisse a realidade do mercado. Hoje, a CrowdStrike está a pouco mais de 2% de seu recorde de fechamento, que foi de $557,53, registrado em 10 de novembro de 2025. A Palo Alto também apresenta um padrão gráfico similar, estando a menos de 3,5% de sua máxima de fechamento de $221,38 atingida em 28 de outubro de 2025. Ambas as ações acumulam uma alta de aproximadamente 16% no ano até agora, enquanto o S&P 500 aumentou cerca de 7,5% no mesmo período, tendo apresentado leve queda na terça-feira, em comparação ao fechamento recorde da sessão anterior.
Desempenho das Ações em Relação ao Setor
As ações em questão também estão se destacando frente ao desempenho negativo do iShares Expanded Tech-Software Sector ETF, que caiu quase 16% em 2026. Jim Cramer sempre defendeu que o IGV, como também é chamado esse ETF, não deveria ser utilizado como referência para empresas de cibersegurança. Juntas, CrowdStrike e Palo Alto representam uma ponderação de cerca de 11,5%, que é um valor insignificante quando comparado a todas as empresas de software.
Relevância da Pesquisa do Google
O relatório de ameaças do Google chega em um momento crítico para a indústria de cibersegurança, já que as empresas estão se esforçando para proteger ambientes de IA que se tornam cada vez mais complexos. Ao longo do ano, investidores se dedicaram a discutir se a IA poderia, eventualmente, reduzir custos em cibersegurança ao automatizar soluções defensivas. Contudo, as descobertas do Google sugerem que o oposto pode estar acontecendo: a IA está diminuindo a barreira de entrada para ataques sofisticados, enquanto o surgimento de empresas que adicionam agentes de IA aumenta exponencialmente os pontos de vulnerabilidade.
Impacto nas Empresas e Gastos em Defesa
A Barclays acredita que essa dinâmica pode forçar as empresas a investir de maneira ainda mais agressiva em sistemas de defesa em cibersegurança, como os líderes de mercado CrowdStrike e Palo Alto Networks. Os hackers estão cada vez mais utilizando grandes modelos de linguagem para encontrar e explorar vulnerabilidades, uma tendência que, segundo a Barclays, “apenas irá acelerar com modelos de IA mais avançados”. Os analistas acrescentaram que isso poderá impulsionar ainda mais os gastos com cibersegurança, pois o aumento dos ataques habilitados por IA criará uma demanda maior por ferramentas de segurança. Eles preveem que os fornecedores de segurança podem começar a observar uma “real oportunidade de receita” este ano, decorrente da necessidade de proteção contra ataques impulsionados por IA.
Iniciativas e Parcerias em Cibersegurança
Outro exemplo atual é o modelo de IA focado em cibersegurança da Anthropic, denominado Claude Mythos, que está colocando essa discussão em evidência. No mês passado, a Anthropic lançou o Projeto Glasswing, uma iniciativa de cibersegurança defensiva associada ao seu modelo Claude Mythos, em colaboração com empresas como CrowdStrike e Palo Alto, além de outros nomes do Clube, como Amazon, Apple, Broadcom, Alphabet, Microsoft e Nvidia. Também fazem parte do projeto Cisco Systems, JPMorgan Chase e a Linux Foundation.
A iniciativa visa auxiliar as empresas a utilizarem o model de Mythos para identificar vulnerabilidades e fortalecer suas defesas, após a Anthropic informar que o modelo já detectou “milhares de vulnerabilidades de alta severidade”. O CEO da CrowdStrike, George Kurtz, apresentou argumentos semelhantes em sua participação no programa “Mad Money” no mês passado após a divulgação das descobertas do Mythos. Kurtz disse: “Você não pode ter IA sem segurança”. Ele afirmou que a CrowdStrike é a especialista nesse campo e acrescentou que uma das questões que atrasa a adoção de IA é a questão da segurança em IA. Segundo Kurtz, é por essa razão que a CrowdStrike foi escolhida para fazer parte da solução na parceria com o Mythos.
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Fonte: www.cnbc.com


