O Crescimento do Setor de Seguradoras
As seguradoras dependem de uma estratégia adequada para oferecer seus produtos e garantir a lucratividade em suas operações. Esse acerto pode resultar em números favoráveis: o setor prevê um crescimento de 5,7% até 2026, alcançando uma arrecadação de R$ 808 milhões.
A manutenção de uma atuação correta é crucial, considerando que essas instituições, assim como os bancos que também oferecem produtos do setor, precisam atender às necessidades financeiras de seus clientes em momentos inesperados.
Uma boa notícia é que investidores também podem adotar uma estratégia semelhante para buscar ganhos que superem o CDI, e tal estratégia é disponível na renda fixa.
Um dos ativos que utilizam essa abordagem são os FIDCs (fundos de investimento em direitos creditórios), uma categoria que vem atraindo cada vez mais investidores.
Neste artigo, será apresentado um panorama mais detalhado acerca dessa categoria, revelando o segredo por trás das seguradoras e destacando um fundo que merece a sua atenção devido ao seu desempenho.
Entendendo os FIDCs
Para você que ainda não está familiarizado com os FIDCs, é importante prestar atenção nesse tipo de fundo de investimento.
Para compreendê-los, consideremos a situação em que você adquiriu uma televisão nova para assistir à Copa do Mundo. Empolgado com a possibilidade de se divertir ao lado de parentes e amigos, optou por um modelo de R$ 5 mil, parcelado em 10 vezes.
Isso significa que a loja onde foi feita a compra terá que aguardar quase um ano para receber o montante total. Se 10 pessoas realizarem a compra do mesmo aparelho, sob condições semelhantes, a loja levará todo esse tempo para receber os R$ 50 mil correspondentes às vendas – sem considerar as taxas do cartão de crédito e da adquirente.
No entanto, sua solução reside em recorrer a uma securitizadora para receber o montante antecipadamente. Este tipo de empresa “empacota” os valores a receber, transformando-os em investimentos. Isso é viável por meio de um FIDC, cuja principal função é lidar com valores a receber.
Como o FIDC aceita o risco de que os clientes da loja não honrem todas as parcelas, ele cobra uma taxa de desconto, baseando-se no prazo médio dos pagamentos contidos dentro do “pacote”. Por exemplo, caso a loja receba R$ 45 mil pela dívida, ela terá um valor menor disponível imediatamente, em vez de esperar 10 meses. Assim, os recursos podem ser alocados para outros aspectos, como investir em expansão ou melhorar o fluxo de caixa.
O FIDC, em contrapartida, poderá concluir essa transação com um lucro de R$ 5 mil, o qual será distribuído entre seus cotistas. Embora, na prática, os valores possam variar substancialmente, a concepção fundamental por trás do investimento permanece a mesma.
Os valores a receber podem também incluir aluguéis, financiamentos escolares, cheques e parcelas de cartões de crédito, conforme exemplificado anteriormente.
A Relação Entre Seguradoras e FIDCs
Os recebíveis possuem o potencial de gerar ganhos fixos, e, com boas estratégias, um FIDC pode assegurar retornos que superem o CDI. Embora a Selic tenha caído para 14,25%, um desses fundos pode oferecer CDI + 3% ao ano, posicionando essa parte da carteira em patamares superiores de rentabilidade.
Como o investidor já conhece a taxa antes de realizar aportes, destacamos que a estratégia é classificada como renda fixa.
Entretanto, é essencial lembrar que toda forma de investimento envolve riscos — um dos principais neste contexto é a possibilidade de os devedores não pagarem suas dívidas. Além disso, nem toda coleção de débitos garantirá bons resultados.
Portanto, a presença de uma gestão competente nos fundos é crucial para assegurar os retornos esperados pelos investidores.
Estratégia de Seguradoras e Bancos
Um bom exemplo para elucidar essa estratégia está na contratação de seguros automotivos. Ao adquirir esse tipo de produto, o cliente paga um prêmio à seguradora, garantindo o recebimento do valor do veículo em caso de sinistro, como furto, roubo ou perda total.
“Na maioria dos contratos, a seguradora recebe o valor do prêmio e não precisa desembolsar nem um centavo, pois nada acontece com o veículo. Em algumas situações, a companhia precisa pagar pelo automóvel, mas, considerando os riscos e prêmios de cada contrato, a operação total tende a ser bastante rentável,” explica Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
Esse princípio é semelhante ao que ocorre com os FIDCs. Para garantir uma boa rentabilidade, os fundos precisam identificar operações que possam gerar retornos elevados (valores recebidos dos parcelamentos), minimizando ao mesmo tempo o risco de inadimplência por parte dos consumidores.
As seguradoras estipulam os preços de cada seguro com base na probabilidade de sinistros associados a cada contrato. Assim, o preço definido é sempre superior ao risco estimado, indicando um cenário positivo para lucro na operação.
Por essa razão, motoristas jovens com muitas infrações pagam mais do que motoristas experientes com um histórico limpo.
Uma lógica comparável se aplica aos FIDCs: esses fundos utilizam modelos para prever quais “pacotes” de dívidas são de bons pagadores ou não, possibilitando estimar a probabilidade de inadimplência.
Para executar essa análise, os fundos necessitam de uma gestão especializada, capaz de realizar as cobranças em relação aos créditos inadimplentes. Adicionalmente, se valem de garantias, que podem incluir apólices de seguro relacionadas aos direitos creditórios.
Investindo em FIDCs
Outro ponto a ser ressaltado em relação aos fundos de investimento em direitos creditórios é sua diversificação. Lais Costa, analista da Empiricus Research, destaca isso.
Ela explica que os FIDCs frequentemente adquirem recebíveis de empresas de menor porte que não têm acesso ao mercado de capitais — ou seja, não emitem títulos de renda fixa ou ações nas bolsas. “Contudo, essas empresas também necessitam de capital de giro no curto prazo,” acrescenta.
Considerando que essa classe de ativos está em crescimento no Brasil, não é incomum que investidores ainda desconheçam suas principais características. Em vista disso, a equipe do portal Seu Dinheiro/Money Times preparou um conteúdo exclusivo abordando os aspectos mais relevantes a serem considerados antes de realizar investimentos.
O “Dossiê FIDC” apresenta, de maneira simplificada, tópicos como riscos, benefícios e o perfil de investidores para os quais esses ativos são indicados. Além disso, proporciona informações sobre um fundo que tem se destacado no meio financeiro.
Lançado recentemente, em abril de 2025, esse fundo já acumulou retornos significativos de 18,97%, equivalentes a CDI + 2,67%, além de um patrimônio líquido de R$ 1,65 milhão.
Esse conteúdo é disponibilizado gratuitamente, como uma cortesia aos leitores do portal. Abaixo, você encontrará o link para acessá-lo:
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Fonte: www.moneytimes.com.br

