Aumento de Tarifas Impacta Quase 25% do Setor de Papel e Celulose no Brasil

Setor de Papel e Celulose Afetado por Nova Tarifa dos EUA

O setor brasileiro de papel e celulose é um dos mais impactados pela tarifa adicional de 25% estabelecida pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor a partir desta quarta-feira, dia 22.

Impacto nas Exportações

De acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aproximadamente 24% das exportações do setor para o mercado norte-americano serão atingidas pela nova medida. Entre os produtos mais afetados, destacam-se a pasta química de madeira, papel e cartão para escrita, massa base que é utilizada na fabricação de caixas de leite e outras embalagens para bebidas, além de papel com revestimento térmico direto.

Setores Mais Expostos

A indústria de papel e celulose é a que mais sofre com o novo aumento tarifário, seguida pelo setor de madeira, que será impactado em 19,9%, máquinas e equipamentos com 18,2%, produtos químicos com 17,9% e móveis com 17,3%.

Origem da Tarifa

A nova tarifa de 25% resulta de uma investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos). Essa iniciativa se desenvolveu desde que o ex-presidente Donald Trump anunciou uma tarifa inicial de 50% contra produtos brasileiros em julho de 2025.

Impacto Econômico Geral

Em termos financeiros, a tarifa adicional deve afetar cerca de US$ 11 bilhões em exportações brasileiras para os Estados Unidos, o que corresponde a 26,2% do total das vendas brasileiras para aquele país, conforme dados da CNI. Outros US$ 31,1 bilhões, representando 73,8%, foram isentos da sobretaxa.

Exceções e Competitividade

O levantamento da CNI também considera as exceções anunciadas pelos Estados Unidos, que mantiveram parte das exportações brasileiras fora do alcance da nova tarifa. No entanto, o impacto permanece concentrado em segmentos industriais que possuem maior valor agregado, levantando preocupações sobre a competitividade da indústria brasileira no mercado americano. A manutenção da tarifa sobre produtos considerados estratégicos pode acentuar a perda de espaço da indústria nacional em comparação com concorrentes internacionais.

Reação do Governo e Empresários

Em resposta a essas novas tarifas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou que a data de 15 de setembro ficou marcada como um "marco lastimável" nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Empresários dos setores afetados alertaram o governo sobre possíveis oposições a qualquer retaliação caso o Brasil decida ativar a Lei de Reciprocidade, mostrando a tensão existente entre os dois países devido a essas novas medidas tarifárias.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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