Aprovação do Programa de Recompra de Ações pela Azul
A Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A. (código AZUL53) aprovou, em reunião do Conselho de Administração realizada na quinta-feira, dia 26, um novo programa de recompra de ações. Este programa permitirá a aquisição de até 2,5% das ações ordinárias atualmente em circulação da companhia.
O programa terá um prazo máximo de 18 meses para sua execução. O objetivo é oferecer maior flexibilidade à gestão do capital social, sem que isso implique em uma redução do capital da empresa.
As ações que forem recompradas poderão ser mantidas em tesouraria para utilização em programas de remuneração vinculados a ações que forem aprovados em assembleia. Além disso, poderão ser canceladas, revendidas futuramente ou utilizadas em outras operações que estejam autorizadas pela administração da companhia.
A empresa destacou que a recompra ocorrerá a preços de mercado na B3, sendo que não serão utilizados instrumentos derivativos. Antes do recente grupamento de ações, que foi aprovado em assembleia, a Azul possuía cerca de 54,7 trilhões de ações em circulação. Após a realização do agrupamento, esse número deverá cair para aproximadamente 364,9 milhões.
O Conselho de Administração da Azul afirmou que a situação financeira da companhia é adequada para a execução do programa, destacando que não há risco de comprometer o pagamento de dividendos obrigatórios ou de obrigações com credores.
A recompra será financiada através de valores disponíveis em caixa e reservas de capital da empresa, visando otimizar a estrutura de capital e potencialmente gerar valor a longo prazo para seus acionistas.
Grupamento de Ações e Retomada do Ticker AZUL3
Na véspera da reunião do Conselho, a Azul havia comunicado que seus acionistas aprovaram a proposta de grupamento de ações na proporção de 150 mil para 1. Importante ressaltar que essa decisão não alterará o valor do capital social da companhia.
Conforme o fato relevante divulgado, os efeitos do grupamento terão início no dia 20 de abril de 2026.
Os acionistas que possuem ações ordinárias em quantidade que não corresponde a múltiplos de 150.000 poderão, se desejarem, até o dia 17 de abril de 2026, ajustar suas respectivas posições através do mercado, a fim de compor lotes que sejam múltiplos de 150.000 ações.
A partir de 20 de abril de 2026, o grupamento se tornará completamente eficaz, e as ações da companhia passarão a ser negociadas de forma exclusivamente agrupada. Nesse novo cenário, o lote padrão de negociação será reduzido de 1.000.000 para 100 ações, sendo que o fator de cotação se tornará de 1 ação.
Conforme anunciado pela B3, após o grupamento, as negociações das ações da Azul ocorrerão sob o código AZUL3, substituindo o atual AZUL53.
Reestruturação Financeira da Azul
No dia 20 de fevereiro, a Azul anunciou que havia concluído seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos e que, em função disso, saiu do Chapter 11. Essa saída foi possível após a companhia cumprir todas as condições estabelecidas no plano de reorganização.
Com o encerramento do processo de reestruturação, a Azul conseguiu reduzir sua dívida de empréstimos e financiamentos em cerca de US$ 1,1 bilhão. Além disso, a empresa cortou em aproximadamente 40% o endividamento relacionado a arrendamentos de aeronaves e reduziu em mais de 50% os pagamentos anuais de juros, se comparado ao período anterior à sua recuperação no Chapter 11.
A companhia ainda estima que seus gastos recorrentes com leasing serão diminuídos em aproximadamente um terço. Para viabilizar esse plano, a Azul captou cerca de US$ 1,375 bilhão em Sênior Notes e US$ 950 milhões em aportes de capital.
Após a saída do Chapter 11, a direção da Azul, sob a liderança do CEO John Rodgerson, definiu como prioridade a redução da alavancagem e o foco na geração de caixa. Essas diretrizes foram comunicadas durante uma entrevista coletiva com jornalistas, após o anúncio da conclusão do processo de reestruturação.
Fonte: www.moneytimes.com.br

