Azzas 2154 (AZZA3) desvaloriza quase 6% nesta sexta-feira (26); quais são os próximos passos?

Ações da Azzas no Mercado

As ações da Azzas 2154 (AZZA3) apresentaram desempenho negativo no Ibovespa (IBOV) durante o pregão desta sexta-feira, dia 26, com a situação da marca Hering sendo um foco de atenção no mercado. No dia anterior, a empresa negou a possibilidade de que a marca estivesse à venda.

Negativa de Venda da Hering

Em resposta a questionamentos feitos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acerca do assunto, a Azzas declarou que não existem negociações ou tratativas em andamento envolvendo a Hering ou quaisquer ativos e negócios relacionados à marca.

O assunto ganhou destaque após o Pipeline, do Valor Econômico, informar que um grupo de acionistas que representa cerca de 11% do capital da Azzas, liderado pela família Hering, contratou a BR Partners com o objetivo de negociar a emancipação da marca.

Segundo a reportagem, o banco de investimentos já teria realizado uma primeira abordagem ao conselho e aos assessores financeiros da companhia. A intenção seria negociar a compra da marca ou manter uma posição significativa na Hering no caso de uma possível cisão da Azzas.

À Money Times, a BR Partners confirmou que está assessorando investidores do grupo Azzas na avaliação de alternativas estratégicas com relação à Hering.

Desempenho das Ações

Por volta das 12h20, horário de Brasília, as ações AZZA3 registravam queda de 4,14%, sendo precificadas a R$ 18,98. Durante o dia, a mínima registrada para as ações foi de uma queda de até 5,91%. Acompanhe os dados em tempo real.

Possibilidade de Venda: Uma Análise

A Hering foi adquirida pelo Grupo Soma, liderado por Roberto Jatahy, em 2021. Antes dessa transação, a marca havia recebido sondagens da Arezzo&Co, sob a liderança de Alexandre Birman. Entretanto, acabou sendo integrada ao conglomerado em uma fusão de empresas que ocorreu em meados de 2024.

Na perspectiva do banco JP Morgan, a venda da Hering é considerada improvável, a menos que um prêmio significativo seja oferecido pelo ativo.

Os analistas destacam que esse possível movimento relatado pela família Hering pode ter sido motivado pelo anúncio da companhia, na semana passada, sobre a avaliação de alternativas estratégicas, incluindo a possibilidade de venda da Farm Rio, que é vista como o principal ativo da Azzas. Essa situação sugere que vendas de ativos podem estar em discussão.

Visões do Banco sobre a Situação da Azzas

O banco considera o movimento sob duas óticas: uma como uma distração e outra como um ativo que apresenta baixo desempenho em meio a um longo processo de recuperação; e a outra como uma possível criação de valor por meio de sinergias dentro do grupo.

Os analistas mantêm a segunda visão e acreditam que um negócio envolvendo a Hering só seria viável se um prêmio considerável fosse pago, em relação ao que eles consideram o valor justo do ativo.

Os analistas ressaltam que, por um lado, a Hering se configura como um ativo maduro dentro do varejo de vestuário, apresentando um crescimento de vendas limitado (com taxas compostas anuais de crescimento – CAGR – de aproximadamente 4% em 10 anos e 3% em 3 anos) e passando por um longo processo de recuperação, com um desempenho irregular de vendas desde 2011 e 2012. Por outro lado, existem sinergias potenciais relacionadas à gestão de franquias, conforme as operações anteriores da Arezzo.

Além disso, o banco observa que uma equipe experiente foi recontratada para liderar as operações, após a saída do ex-CEO e membro da família, Thiago Hering, do grupo.

Integração da Hering no Grupo Azzas

Nesse contexto, a análise sugere que a Hering se encontra mais integrada ao grupo Azzas do que a Farm. A administração percebe uma oportunidade para liberar valor por meio de uma execução mais eficiente e integrada, o que reforça a improbabilidade de uma possível venda da marca.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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