B3 interrompe negociações das ações após decisão judicial de falência

B3 interrompe negociações das ações após decisão judicial de falência

by Ricardo Almeida
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Suspensão das Ações da Oi na B3

Na tarde desta segunda-feira, dia 10, a B3, bolsa de valores do Brasil, anunciou a suspensão das negociações relacionadas aos valores mobiliários da Oi (OIBR3 e OIBR4). Assim, as ações da empresa deixaram de ser negociadas na bolsa brasileira.

A decisão foi tomada após a Justiça decretar a falência da operadora de telecomunicações, a qual estava enfrentando seu segundo processo de recuperação judicial. Embora a operadora da bolsa não tenha detalhado o motivo da suspensão, informou que essa interrupção segue normas que visam preservar a transparência e o bom funcionamento do mercado, conforme comunicado divulgado às 14h58, horário de Brasília.

No último pregão, as ações ordinárias da Oi (OIBR3) foram negociadas até às 14h17, apresentando uma queda de 35,71%, com o preço registrado a R$ 0,18, representando a menor cotação histórica. As ações preferenciais (OIBR4) foram negociadas até 14h49, registrando uma diminuição de 47,85%, com preço de R$ 2,43.

Segundo o último balanço divulgado pela empresa, referente ao segundo trimestre de 2025 (2T25), a companhia contava com 330 mil ações em circulação, entre ordinárias e preferenciais. Dentre este total, 203,3 milhões eram negociadas no “free float”, ou seja, estavam em livre circulação e disponíveis para negociação na bolsa de valores.

Decree of Bankruptcy of Oi

A 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou a falência da operadora de telecomunicações Oi (OIBR3), a qual enfrentava seu segundo processo de recuperação judicial, no início da tarde desta segunda-feira, 10 de outubro.

A decisão foi assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, a qual determinou a transformação do processo de recuperação judicial em falência. “Não há mais surpresas quanto ao estado do Grupo em recuperação judicial. A Oi é tecnicamente falida”, afirmou a magistrada.

A formalização da falência ocorreu após a Gestão Judicial concluir que a empresa não tinha condições de cumprir o plano de recuperação ou de honrar suas obrigações junto a credores e fornecedores. Além disso, foi observado o descumprimento de partes do plano de recuperação que estava em andamento.

“A despeito de todas as tentativas e esforços, não há mínima possibilidade de equacionamento entre o ativo e o passivo da empresa. Não há mínima viabilidade financeira no cumprimento das obrigações devidas pela Oi”, declarou Chevrand.

Um dos aspectos relevantes relacionados à falência são os serviços essenciais prestados pela companhia. De acordo com a determinação da juíza, as atividades continuarão a ser realizadas provisoriamente até que outras empresas assumam os serviços. Por exemplo, no caso do tráfego aéreo, a responsabilidade foi transferida para a Claro.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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