Nova ferramenta rastreia transações no PIX
O PIX conseguiu, em um período de apenas dois anos, superar o uso do dinheiro em espécie e dos cartões de débito e crédito, tornando-se o meio de pagamento preferido da população brasileira. O sucesso da plataforma, que foi lançada pelo Banco Central (BC) no ano de 2020, trouxe consigo o crescimento de fraudes e a disseminação de notícias falsas. Enquanto aguarda-se a proposta de “taxação do PIX”, surge uma nova fake news: a do “PIX suspenso”.
Informações sobre a instabilidade e notícias falsas
Na terça-feira, dia 24, uma instabilidade na rede do Banco Central gerou rapidamente a divulgação de informações sugerindo que o serviço estaria “suspenso”. Contudo, é importante ressaltar que, desde seu lançamento, seja em fase de teste ou em operação para o público, a funcionalidade do PIX nunca foi interrompida.
É verdade que, em casos específicos, o Banco Central já bloqueou o acesso de determinadas empresas que operam no sistema financeiro à rede do PIX, especialmente quando investigações sobre roubos e fraudes estavam em andamento.
Adicionalmente, é comum que os aplicativos dos bancos conectados à rede apresentem problemas operacionais temporários.
Contudo, é crucial enfatizar que o funcionamento do sistema nunca foi suspenso pela autoridade monetária. Essa afirmação é confirmada pelo próprio Banco Central.
Esclarecimento do Banco Central sobre o funcionamento do PIX
A assessoria de imprensa do Banco Central, em uma nota enviada à redação do Money Times na quarta-feira, dia 25, destacou: “A plataforma de pagamentos PIX está disponível desde fevereiro de 2020 e nunca foi suspensa. É robusta, segura, confiável e está em constante evolução para agregar serviços e opções aos usuários”.
‘PIX suspenso’ não é a primeira fake news sobre a plataforma
Atualmente, o PIX é reconhecido como o principal meio de pagamento no Brasil. De acordo com dados do Banco Central, mais de 80% da população possui uma chave PIX. Em 2025, o total de transferências realizadas via PIX atingiu a impressionante cifra de R$ 35,36 trilhões, um marco inédito.
Diante de números tão expressivos, as informações falsas que circulam sobre o serviço apresentam um potencial significativo de causar danos. Ao longo dos últimos anos, diversas notícias falsas relacionadas ao PIX foram disseminadas.
A Receita Federal já se viu na obrigação de desmentir publicamente diversas alegações infundadas sobre a “taxação” do PIX. Recentemente, também surgiram fake news alegando que a plataforma seria utilizada para monitorar de forma indevida a vida financeira dos brasileiros. Neste momento, é o Banco Central que se posiciona para desmentir a informação de que o “PIX está suspenso”.
Fonte: www.moneytimes.com.br

