Por que os FIDCs estão em alta na indústria de fundos? Descubra se investir nessa classe de ativos é vantajoso.

Por que os FIDCs estão em alta na indústria de fundos? Descubra se investir nessa classe de ativos é vantajoso.

by Beatriz Fontes
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FIDCs: Crescimento na Captação de Recursos

Os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) têm se consolidado como uma das principais opções para investidores que buscam fundos no Brasil. Segundo dados divulgados pela Anbima, referentes a maio de 2026, essa classe de investimento apresentou a segunda maior captação líquida da indústria, atingindo uma entrada líquida de R$ 2,5 bilhões, ficando atrás apenas dos ETFs.

No mês anterior, em abril, os FIDCs também se destacaram nesse quesito. Enquanto a totalidade da indústria de fundos registrou resgates líquidos que somaram R$ 18,1 bilhões, os FIDCs apresentaram uma captação líquida positiva de R$ 4,5 bilhões, demonstrando uma tendência crescente.

Considerando o acumulado do ano de 2026 até o final de maio, o cenário se mostra igualmente impressionante: os FIDCs contabilizaram uma entrada líquida de R$ 21,5 bilhões.

Fatores que Atraem Investimentos nos FIDCs

Conforme Lais Costa, analista da Empiricus, outra razão significativa para o sucesso dos FIDCs reside nas taxas de juros elevadas, bem como na capacidade desses ativos de oferecer spreads — rendimentos superiores ao CDI — de maneira atraente.

Com a taxa Selic nos níveis atuais, muitas empresas optam por não pagar spreads altos em debêntures e títulos de crédito mais tradicionais, o que limita o potencial de retorno desses instrumentos. Em contrapartida, os FIDCs têm a vantagem de acessar operações de crédito que podem ser mais rentáveis, resultando em retornos que superam a média do mercado.

De acordo com Lais Costa, “o FIDC vai proporcionar um ‘CDI +’ muito mais significativo do que um fundo tradicional de debêntures. Existe uma compressão dos spreads no crédito convencional e os FIDCs se posicionam como produtos estruturados que podem pagar CDI + 4%”.

Em diversos casos, os FIDCs voltados para investidores profissionais e com liquidez apenas na data de vencimento são capazes de oferecer taxas que chegam a CDI + 9%, consideradas substancialmente superiores ao que se observa no mercado.

“Esses níveis oferecem retornos superiores a 20% ao ano. Esses números são exorbitantes, tornando desafiador competir com um ‘caminhão’ dessa magnitude”, observa a analista.

Justificativa para os Spreads Elevados dos FIDCs

A analista explica que os retornos altos nos FIDCs estão relacionados ao tipo de crédito que compõe o fundo. “Normalmente, tratam-se de operações de prazos mais curtos, que podem ser semanais ou mensais. Não é viável sustentar essas taxas exorbitantes por longos períodos”, destaca.

Além do mais, as empresas que compõem um FIDC possuem perfis distintos em comparação com aquelas que são comuns em outros fundos de crédito. De modo geral, são companhias menores e não listadas na bolsa de valores.

“São empresas que não têm acesso ao mercado de capitais, mas que necessitam de capital de giro a curto prazo”, afirma Lais Costa.

Em contraste, um fundo de crédito tradicional frequentemente lida com empresas de capital aberto, que apresentam graus de garantias diferentes e, por conseguinte, dinamismos também diversos.

“A principal diferença reside no emissor do crédito. De um lado, os fundos de crédito tradicionais lidam com empresas maiores. Já nos FIDCs, estão as empresas menores, o que implica numa taxa muito mais longa de um lado e uma taxa mais curta do outro”, explica a analista.

Isso reforça a importância de que o investidor, ao decidir alocar recursos nos FIDCs, mantenha um nível adequado de diligência e escolha gestoras que sejam consolidadas e tradicionais.

“É fundamental compreender quais são os alinhamentos de interesse das entidades que realizam a emissão de crédito, que são as consultorias responsáveis por esses FIDCs”, orienta Lais Costa.

Ainda assim, a especialista enxerga uma relação atrativa entre risco e retorno na classe de ativos. “Representa uma forma de diversificação, permitindo a entrada em setores que não são alcançados pelo mercado de capitais, além de propostas menos cíclicas”, ressalta.

Outro aspecto que, na visão da analista, contribui para a diminuição do risco é o fato de que as empresas menores tendem a receber mais suporte governamental. “Isso não pressupõe que os FIDCs tenham risco maior, mas revela a necessidade de um nível de diligência mais aprofundado ao investir”, conclui Lais Costa.

Como Encontrar o FIDC Ideal

Ao avaliar os pontos abordados pela analista, pode-se compreender o sucesso dos FIDCs como investimentos. Trata-se de ativos que:

  • Se beneficiam com a Selic em alta;
  • Oferecem spreads maiores em comparação aos fundos de crédito tradicionais;
  • Permitem o acesso a empresas que estão fora do mercado de capitais;
  • Possuem um perfil de risco e retorno atrativo;
  • Servem como uma boa alternativa para diversificação de portfólio.

Dessa forma, como identificar as melhores opções de FIDCs para investimento?

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Além disso, o material oferece informações sobre um FIDC promissor que pode ser uma boa aposta para o seu patrimônio, caso julgue apropriado.

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As informações contidas nesta apresentação não devem ser consideradas como a única referência para a tomada de decisões do investidor, que, antes de fazer qualquer escolha, deve realizar uma análise detalhada do produto e dos riscos correspondentes, levando em conta seus objetivos pessoais e seu perfil de risco (“Suitability”). RENTABILIDADE PASSADA NÃO GARANTE RENTABILIDADE FUTURA. Portanto, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento com base em suas variações de valor no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG Pactual não assume que os investidores alcançarão lucros, nem se responsabiliza por eventuais perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO OFERECEM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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