Ações do Banco do Brasil em Alta
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) destacam-se por liderar as altas no setor bancário nesta segunda-feira, dia 25, apresentando um avanço de 3,01%, atingindo R$ 21,57 na máxima registrada. No entanto, ao se analisar o acumulado do mês e da semana, o papel apresenta perdas de 3,02% e 0,83%, respectivamente.
O Banco do Brasil também se posiciona como a segunda ação mais negociada da B3 no pregão de hoje, com um giro de capital que alcança R$ 209,9 milhões e um total de 31,3 transações realizadas.
Movimentação do Setor Bancário
A alta do setor bancário nesta segunda-feira é impulsionada pelo otimismo relacionado aos avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, visando um possível acordo de paz no Oriente Médio.
Entre as ações de outros bancos, destaca-se o Itaú Unibanco (ITUB4), que apresenta alta de 2,33%, cotado a R$ 40,35. O Bradesco (BBDC4) registra um ganho de 2,21%, sendo negociado a R$ 18,01, e o Santander Brasil (SANB11) sobe 1,81%, com valor de R$ 27,59.
Por volta das 15h10 (horário de Brasília), as ações BBAS3 estavam em alta de 2,87%, negociadas a R$ 21,54. Nesse mesmo período, o Ibovespa (IBOV) acumulava um aumento de 0,67%, alcançando 177.393,96 pontos.
Medidas para o Agronegócio
No dia seguinte, terça-feira, 26, o governo federal deve encaminhar ao Congresso uma medida provisória (MP) que visa à renegociação de dívidas de produtores rurais, após haver impasses sobre o formato do programa, conforme informado pelo jornal O Estado de S. Paulo. A proposta inclui o uso de recursos do Tesouro Nacional e a colaboração dos bancos na oferta de crédito com condições mais favoráveis.
A iniciativa tem como objetivo destravar o crédito no agronegócio, especialmente para aqueles produtores que enfrentaram perdas recentes e que têm encontrado dificuldades em acessar novas linhas de crédito. O enfoque estará voltado prioritariamente para pequenos e médios produtores, oferecendo prazos mais prolongados e taxas de juros inferiores àquelas praticadas no mercado.
Avaliação do Bradesco BBI
De acordo com a avaliação do Bradesco BBI, a medida provisória reforça a atuação contracíclica do governo em um setor que possui relevância para as instituições financeiras, resultando em um impacto positivo na qualidade do crédito agrícola a médio prazo.
O Bradesco BBI espera que a medida tenha um efeito mais direto e benéfico para o Banco do Brasil, uma vez que a instituição possui uma maior exposição ao crédito rural.
“Sob uma perspectiva mais ampla, essa proposta contribuirá para diminuir a inadimplência no ciclo de 2026 a 2027, corroborando nossa análise de estabilização gradual da qualidade dos ativos do Banco do Brasil”, observa o BBI.
Para os bancos privados, como Itaú e Santander, o impacto da medida tende a ser mais restrito, embora ainda positivo, ao contribuir para a redução do risco sistêmico, segundo a análise do especialista Renato Chanes.
Fonte: www.moneytimes.com.br