Banco do Japão Mantém Taxa de Juros Inalterada
O Banco do Japão (BoJ) decidiu manter a taxa de juros inalterada nesta quinta-feira (19). No entanto, a instituição reforçou seu viés em direção a uma política monetária mais restritiva, sinalizando que o aumento nos preços do petróleo, causado pelo conflito no Oriente Médio, pode gerar uma pressão adicional sobre a inflação.
Atitude em Relação à Inflação
O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, enfatizou que a diretoria da instituição está prestando mais atenção aos riscos de alta da inflação do que aos possíveis impactos negativos que o conflito pode ter sobre o crescimento econômico. Isso sustenta as expectativas do mercado sobre um possível aumento nas taxas de juros em um futuro próximo.
“Antes da crise no Oriente Médio, observamos que o consumo das famílias e a atividade empresarial estavam em um estágio firme. As medidas de estímulo adotadas pelo governo devem ajudar a sustentar a economia”, afirmou Ueda durante uma coletiva de imprensa. Ele também observou que o aumento no preço do petróleo pode afetar a economia por meio da deterioração dos termos de troca.
Reunião do Banco
Durante a reunião de dois dias que foi concluída hoje, o Banco do Japão manteve a taxa de juros de curto prazo em 0,75%. Um dos membros da diretoria, Hajime Takata, reiterou a proposta feita anteriormente em janeiro, que sugere elevar os juros para 1,0%. Ele mencionou que o Japão já registrou uma inflação sustentada de 2%.
Por sua vez, outro membro do banco, Naoki Tamura, manifestou sua discordância em relação à previsão do BoJ de que a inflação duradoura de 2% será atingida apenas em outubro. Tamura sugeriu que esse índice poderia ser alcançado já em abril, o que indica uma possível expectativa mais otimista em relação à economia.
Impactos do Conflito no Oriente Médio
O Banco do Japão alertou que, com a intensificação do conflito no Oriente Médio, os mercados globais apresentam forte volatilidade. Além disso, o aumento no preço do petróleo tende a pressionar a inflação ao consumidor, levantando preocupações sobre o aumento do custo de vida.
Durante a coletiva, Ueda evitou especificar uma data para o próximo ajuste das taxas de juros. Contudo, ele sublinhou que a revisão trimestral das projeções, agendada para abril, será crucial para avaliar se novos riscos demandam uma resposta monetária da instituição.
Fonte: www.moneytimes.com.br