Irani (RANI3) inicia nova etapa de expansão e BTG intensifica recomendação de compra; descubra os motivos.

Transição de Investimentos da Irani

O BTG Pactual analisou positivamente a transição do plano de investimentos da Irani (RANI3), que foi anunciada na última semana. Durante o Investor Day, a empresa apresentou a fase final do ciclo Gaia (Gaia XII) e confirmou a aprovação estratégica de sua próxima fase de investimentos, denominada Neos.

Avaliação do BTG Pactual

A equipe de analistas do banco observou que o evento destacou a capacidade estrutural da Irani de gerar valor a longo prazo, apresentando um retorno total anualizado aos acionistas de 16% desde sua oferta pública inicial (IPO), o que é um desempenho notável.

Os analistas ressalvam que “o histórico de execução do projeto Gaia, que foi realizado dentro do prazo e orçamento, deve aumentar a confiança do mercado para esse novo ciclo de alocação de capital. Em contraste com o Gaia, que teve um foco acentuado em eficiência e otimização de ativos, a plataforma Neos será direcionada ao crescimento orgânico”.

A meta da Irani é dobrar sua participação no mercado de embalagens de papelão ondulado, passando de aproximadamente 4% para 8% ao longo da próxima década.

Para o BTG Pactual, embora um plano de expansão mais ambicioso normalmente envolva um perfil de risco superior ao do Gaia, o comprometimento da gestão com uma implementação gradual, distribuída ao longo de vários anos, é visto como um aspecto positivo.

Comprometimento com a Alavancagem

Os analistas também destacam a determinação da Irani em manter a alavancagem abaixo de 2,5 vezes, o que oferece segurança ao mercado em relação à sua política de distribuição de dividendos, que possui um payout de 50%. Isso indica que a distribuição de dividendos deverá ser mantida durante todo o ciclo de investimentos.

É importante mencionar que os projetos da plataforma Neos ainda estão sujeitos à aprovação formal do conselho de administração e serão reavaliados de maneira dinâmica em função da evolução das condições do mercado.

“Continuamos a considerar a Irani uma operadora altamente resiliente e confiável, com baixa volatilidade nos resultados e um histórico robusto de execução de projetos. Atualmente, a empresa está sendo negociada a 4,8 vezes o múltiplo EV/Ebitda e proporciona um retorno ao acionista atrativo, estimado entre 10% e 11%. Reiteramos nossa recomendação de Compra”, afirmam os analistas do BTG Pactual.

Plataforma Neos

A Irani está avaliando três projetos a serem potencialmente executados até 2034, como parte de seu novo ciclo de investimentos.

O primeiro projeto consiste na construção de uma nova planta de embalagens sustentáveis, especificamente de papelão ondulado, que seria a terceira planta do gênero na companhia, com uma capacidade de conversão de 120 mil toneladas por ano. Esta unidade poderá estar localizada na região sudeste do Estado de São Paulo ou no sul de Minas Gerais.

Além disso, há a proposta de construir outra planta de embalagens sustentáveis, a quarta do portfólio da Irani, também com a capacidade de 120 mil toneladas por ano, embora a localização ainda não tenha sido definida.

Por último, a companhia planeja implementar uma nova máquina de papel reciclado, destinada à produção de papéis rígidos que serão convertidos em embalagens sustentáveis (papelão ondulado), com a capacidade de 132 mil toneladas por ano. Essa máquina será integrada à terceira planta de embalagens prevista.

A expectativa é de que, até o final deste ano, a diretoria submeta ao conselho de administração uma proposta relativa à implantação de uma das novas plantas de embalagem.

Projeto Gaia XII

O projeto Gaia XII projeta investimentos totais de R$ 514 milhões, considerando o capital de despesas (capex) bruto, descontando R$ 61 milhões em impostos creditáveis, resultando em um capex líquido de R$ 453 milhões, conforme informações divulgadas pela Irani.

Os principais objetivos do projeto incluem:

  • Aumento da capacidade produtiva, com um incremento previsto de aproximadamente 36 mil toneladas por ano, o que representa uma expansão de 60% em relação à produção atual da unidade;
  • Melhoria da qualidade e da performance dos papéis produzidos, resultando em impactos positivos na operação de embalagens na unidade de Indaiatuba, localizada em São Paulo, que é responsável pela conversão desses papéis;
  • Obtenção de ganhos de eficiência operacional, incluindo uma redução de custos relacionados ao uso de vapor e energia;
  • Avanços em sustentabilidade, por meio de maior reciclagem de aparas, diminuição do consumo específico de água e efluentes, além da redução das emissões de gases de efeito estufa.

O projeto inclui a substituição da atual caldeira movida a gás natural por uma nova caldeira a biomassa, que está alinhada ao plano de descarbonização, com um potencial de redução de cerca de 87,6% nas emissões de CO₂ equivalente (11.867 mil tCO2e por ano) associadas ao processo, o que também resultará na diminuição dos custos com energia.

“O projeto apresenta uma taxa interna de retorno (TIR) que se mostra superior ao custo médio ponderado de capital (WACC), refletindo uma disciplina na alocação de capital e uma geração de valor para os acionistas”, ressalta a companhia.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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