BBI reduz preço-alvo para ação devido a altos investimentos e despesas com participações minoritárias; confira as projeções para 2026.

BBI reduz preço-alvo para ação devido a altos investimentos e despesas com participações minoritárias; confira as projeções para 2026.

by Ricardo Almeida
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Revisão do Preço-Alvo para Ações da WEG

O Bradesco BBI revisou o preço-alvo das ações da WEG (WEGE3), diminuindo de R$ 50 para R$ 48, mantendo uma recomendação neutra.

Justificativas para a Mudança

Em um relatório divulgado, o banco detalha que a alteração no preço-alvo é resultado de um Capex (ciclo de investimentos) mais elevado e prolongado, o que pressiona o fluxo de caixa no curto prazo. Além disso, foi identificada uma maior despesa relacionada às participações minoritárias.

Cenário de Crescimento Desafiador

O BBI também ressaltou um contexto desafiador para o crescimento da empresa, a ausência de catalisadores claros e um valuation considerado ainda exigente. Atualmente, a ação apresenta um Preços sobre Lucros (P/L) de cerca de 30 vezes para 2026 e 26 vezes para 2027. Esses fatores são somados a uma demanda doméstica que se mostra mais fraca no início do ano, consequência dos altos juros e de incertezas macroeconômicas.

Perspectivas Estruturais

Apesar dos desafios, a WEG demonstra um cenário estrutural positivo, com uma expectativa de crescimento de receitas em ritmo de dois dígitos entre 2027 e 2029, conforme aponta o relatório do BBI.

Expansão da Capacidade de Produção

A companhia planeja concentrar esforços na ampliação da capacidade de BESS (sistemas de armazenamento de energia), condensadores síncronos e transformadores. O objetivo é dobrar esse potencial até o próximo ano, com a expectativa de conversão total em receita até 2028. A expansão está prevista para ocorrer em mercados como Brasil, México e Colômbia.

Projeções para 2026

Para o ano de 2026, o BBI manteve as estimativas de receitas quase inalteradas. No entanto, o banco elevou em aproximadamente 1% suas projeções para Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido. Essa melhora é esperada devido a um alívio gradual nas pressões de margem ligadas a câmbio, matérias-primas e custos de mão de obra. Além disso, espera-se uma melhor diluição dos custos fixos com a recuperação de volumes.

Receita Externa e Doméstica

Para o período, o BBI projeta um aumento de 5% na receita externa, acelerando ao longo do tempo e atingindo 10% no comparativo anual no quarto trimestre de 2026. Em contrapartida, a expectativa é que a receita doméstica apresente uma queda de 4%.

Com supervisão de Juliana Américo

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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