Revisão do Preço-Alvo para Ações da WEG
O Bradesco BBI revisou o preço-alvo das ações da WEG (WEGE3), diminuindo de R$ 50 para R$ 48, mantendo uma recomendação neutra.
Justificativas para a Mudança
Em um relatório divulgado, o banco detalha que a alteração no preço-alvo é resultado de um Capex (ciclo de investimentos) mais elevado e prolongado, o que pressiona o fluxo de caixa no curto prazo. Além disso, foi identificada uma maior despesa relacionada às participações minoritárias.
Cenário de Crescimento Desafiador
O BBI também ressaltou um contexto desafiador para o crescimento da empresa, a ausência de catalisadores claros e um valuation considerado ainda exigente. Atualmente, a ação apresenta um Preços sobre Lucros (P/L) de cerca de 30 vezes para 2026 e 26 vezes para 2027. Esses fatores são somados a uma demanda doméstica que se mostra mais fraca no início do ano, consequência dos altos juros e de incertezas macroeconômicas.
Perspectivas Estruturais
Apesar dos desafios, a WEG demonstra um cenário estrutural positivo, com uma expectativa de crescimento de receitas em ritmo de dois dígitos entre 2027 e 2029, conforme aponta o relatório do BBI.
Expansão da Capacidade de Produção
A companhia planeja concentrar esforços na ampliação da capacidade de BESS (sistemas de armazenamento de energia), condensadores síncronos e transformadores. O objetivo é dobrar esse potencial até o próximo ano, com a expectativa de conversão total em receita até 2028. A expansão está prevista para ocorrer em mercados como Brasil, México e Colômbia.
Projeções para 2026
Para o ano de 2026, o BBI manteve as estimativas de receitas quase inalteradas. No entanto, o banco elevou em aproximadamente 1% suas projeções para Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido. Essa melhora é esperada devido a um alívio gradual nas pressões de margem ligadas a câmbio, matérias-primas e custos de mão de obra. Além disso, espera-se uma melhor diluição dos custos fixos com a recuperação de volumes.
Receita Externa e Doméstica
Para o período, o BBI projeta um aumento de 5% na receita externa, acelerando ao longo do tempo e atingindo 10% no comparativo anual no quarto trimestre de 2026. Em contrapartida, a expectativa é que a receita doméstica apresente uma queda de 4%.
Com supervisão de Juliana Américo
Fonte: www.moneytimes.com.br


