Bitcoin (BTC) está à beira do colapso? Michael Burry, conhecido por prever a crise de 2008, comenta sobre o futuro sombrio da criptomoeda.

Bitcoin (BTC) está à beira do colapso? Michael Burry, conhecido por prever a crise de 2008, comenta sobre o futuro sombrio da criptomoeda.

by Ricardo Almeida
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Bitcoin Passa Por Mais Uma Queda Abrupta

Toda vez que o bitcoin (BTC) enfrenta uma queda significativa, o roteiro se repete. O gráfico desce, o mercado fica alarmado e novamente surge alguém para declarar o fim da criptomoeda. Independentemente do ano, da situação ou do nível de desvalorização, a narrativa é sempre a mesma: o bitcoin sempre “morre” — até que uma nova valorização ocorra.

Recentemente, o papel de previsor do apocalipse cripto foi assumido por Michael Burry, um gestor que ganhou notoriedade por ter previsto a crise imobiliária de 2008. De acordo com Burry, o bitcoin pode estar se aproximando de um “death spiral”, traduzido como “espiral de morte”, que é algo comum a ativos que são altamente alavancados e que dependem excessivamente da confiança do mercado.

O alerta do gestor foi emitido após a criptomoeda recuar para menos de US$ 73 mil na terça-feira, atingindo assim o menor nível desde que o ex-presidente Donald Trump retornou ao cargo, há pouco mais de um ano. Essa declaração, bastante direta, foi suficiente para instigar debates nas redes sociais e gerar mais uma “certidão de óbito” para o bitcoin.

Contexto da Queda Atual do BTC

Antes de discutir a questão do obituário, é essencial entender o contexto por trás da situação atual. A queda recente do bitcoin não se manifestou de forma isolada e não ocorreu sem motivações. Essa diminuição acontece em um cenário global que apresenta uma aversão ao risco, onde os investidores estão diminuindo sua exposição a ativos voláteis, em resposta a juros elevados que podem perdurar, a um dólar forte e à redução da liquidez financeira internacional.

O mercado tem reprecificado suas expectativas sobre cortes de juros nos Estados Unidos. A percepção de que o Federal Reserve (Fed) pode manter uma política monetária restritiva por mais tempo afetou diretamente as ações do setor de tecnologia, bem como criptomoedas e outros ativos que normalmente se beneficiam de um ambiente de capital abundante para sustentar suas valorizações.

No espaço cripto, a situação foi ainda mais complicada por fatores internos, como:

  • Liquidações em cascata de posições alavancadas
  • Realizações de lucros após altas anteriores
  • Aumento da volatilidade nos mercados de derivativos

Quando o preço começa a cair, esses fatores tendem a acelerar o movimento de queda, não por uma mudança estrutural no bitcoin, mas pela dinâmica financeira que cerca o ativo.

A Teoria da “Espiral da Morte”

É nesse panorama que surge o argumento exposto por Burry. Ao mencionar a espiral da morte, o gestor descreve um processo clássico que os mercados costumam enfrentar, que inclui os seguintes passos:

  • queda de preços
  • perda de confiança
  • liquidações forçadas por parte dos investidores
  • mais queda nos preços

No caso do bitcoin, o risco estaria relacionado ao efeito dominó que pode ser provocado por alavancagens, incluindo fundos, ETFs e investidores institucionais. Um período prolongado de estresse poderia resultar em saídas simultâneas de capital, pressionando ainda mais o preço do ativo.

“Cenários preocupantes agora se tornaram possíveis”, afirmou Burry em sua conta na plataforma Substack. É crucial destacar que Burry não indicou que isso levaria, de forma inevitável, a um colapso econômico global, nem que deveria ser considerado uma crise sistêmica comparável àquela vivenciada em 2008.

De acordo com a sua análise, o mercado cripto ainda é relativamente pequeno em relação ao sistema financeiro global, o que limita o risco de contágio financeiro em larga escala.

A Frequentação do “Cemitério” do Bitcoin

Desde 2011, a criptomoeda bitcoin já foi considerada “morta” em 461 ocasiões, de acordo com dados do portal Bitcoin Is Dead. Contudo, é relevante mencionar que esta é a primeira vez em que declarações de Michael Burry são adicionadas à lista de obituários da mais famosa das criptomoedas.

Mas, o que explica a recorrência dessas previsões? A criptomoeda mantém uma posição instável dentro do sistema financeiro. Ela não se classifica como uma ação, uma moeda fiduciária ou uma empresa. Quando o preço do bitcoin se eleva, ele se torna um símbolo de uma “revolução financeira”. Por outro lado, quando enfrenta quedas, sua natureza se transforma em uma evidência de que “nunca teve valor”.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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