Banco Master e Suspeitas de Bastidores
O Banco Master tornou-se o foco de uma narrativa que envolve o Congresso, o crédito consignado e uma série de suspeitas nos bastidores. Durante uma entrevista ao programa Mercado, o economista Bruno Corano, da Corano Capital, foi questionado sobre a visita de Daniel Vorcaro ao Palácio do Planalto e a relação entre instituições financeiras e o poder público. Corano observou que o problema não reside na atuação do Banco Central, que realizou a liquidação, mas sim na política como um todo. Segundo ele, “o problema é o sistema corrupto que domina a economia e o ambiente político brasileiro”.
Corano destacou que reuniões que carecem de transparência e conexões estreitas com o Executivo ou o Legislativo levantam questões importantes. Ele defende que “um banco deve operar livre de qualquer favorecimento ou interesse”, enfatizando a necessidade de independência nas operações financeiras.
A Atuação do Banco Central
O economista também reforçou que o Banco Central seguiu critérios técnicos em suas ações. A crítica à demora do BC em agir é compreensível, segundo Corano, pois faz parte de um esforço para buscar alternativas que sejam menos traumáticas para o mercado. “O Banco Central cumpriu seu papel, e certamente não interveio antes porque estava avaliando, de forma fundamentada, se não havia outra saída”, afirmou.
A Ação do Senado
No Senado, a Comissão de Assuntos Econômicos tomou a iniciativa de criar uma subcomissão cujo objetivo é acompanhar o caso do Banco Master. Ao mesmo tempo, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o INSS está apurando mais de 250 mil empréstimos consignados irregulares realizados com aposentados. O senador Renan Calheiros mencionou a possibilidade de quebra de sigilo bancário, além de levantar suspeitas sobre apoio político ao banco, incluindo tentativas de alteração nas regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e pressões sobre o regulador do setor financeiro.
Em uma reunião realizada na quarta-feira, 5, senadores se encontraram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Durante o encontro, os senadores solicitaram uma linha do tempo detalhando as ações da instituição frente ao caso do Banco Master.
Fonte: veja.abril.com.br


