Bom dia – – 20 de janeiro de 2026
Este é o Bom dia -, com as principais informações que você precisa saber antes da abertura dos mercados financeiros.
Bolsas Mundiais
Os futuros americanos apresentavam uma tendência de queda na volta do feriado, sendo impactados pelas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas a aliados europeus que se opõem ao seu desejo de adquirir a Groenlândia. Os investidores estão atentos à divulgação do balanço da Netflix.
Nos Estados Unidos, os índices futuros também operavam em baixa, com renovadas tensões comerciais surgindo em um cenário marcado por preocupações com a independência do Federal Reserve e as políticas de Trump, como a fixação de um teto nas taxas de juros dos cartões de crédito.
No que diz respeito à Groenlândia, líderes europeus classificaram as ameaças de tarifas de Trump como “inaceitáveis” e, segundo relatos, estão considerando contramedidas. A França, por sua vez, está pressionando a União Europeia a utilizar o “Instrumento Anticoerção”, sua medida econômica mais forte de retaliação.
Entre os destaques da agenda de balanços corporativos, estão Netflix, Intel e Johnson & Johnson.
Trump ainda é o principal assunto em mais dois fronts. Amanhã, a Suprema Corte deve julgar o caso de Lisa Cook, a diretora do Fed que Trump deseja destituir, e hoje uma outra decisão será tomada em relação à legalidade das tarifas pelo Tribunal. Caso a Casa Branca sofra uma derrota, novos impostos serão implementados de imediato.
Europa
Na Europa, os mercados também operavam em baixa, ampliando suas perdas devido à preocupação com novas tarifas comerciais que ainda ronda o ambiente de negócios. Hoje, as atenções se concentrarão no Fórum Econômico de Davos, Suíça, onde discursarão a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, e o presidente da França, Emmanuel Macron. Trump deverá discursar no fórum na quarta-feira.
Os preços do petróleo estavam em baixa, enquanto os investidores monitoravam as repercussões da tentativa dos EUA de obter o controle da Groenlândia e as preocupações com um excedente global.
Ásia
Na Ásia, os mercados fecharam em queda, com Tóquio registrando uma baixa de mais de 1%. O aumento dos rendimentos dos títulos japoneses gerou apreensão em relação ao quadro fiscal do país. O ambiente de negócios continua a refletir as tensões geopolíticas provocadas pelas ameaças do presidente dos EUA sobre a Groenlândia.
O índice japonês Nikkei recuou 1,1%, totalizando 52.991,10 pontos. Os rendimentos dos títulos do governo japonês de longo prazo dispararam para máximas em vários anos, impulsionados pelo temor de que uma eleição iminente poderia resultar em um corte na taxa do imposto sobre consumo, o que poderia agravar as finanças públicas do Japão. Entre as ações que apresentaram quedas significativas estavam Fuji Electric (-7,4%), Recruit Holdings (-6,3%) e Sumitomo Pharma (-5,5%). Por outro lado, empresas japonesas do setor alimentício tiveram desempenho positivo, como a fabricante de condimentos Ajinomoto, que subiu 1,9%, e a Nissin Foods, que avançou 3,4%. A fabricante de molhos Kikkoman apresentou alta de 3,6%. Um dos tópicos abordados na campanha atual é a discussão sobre um possível corte no imposto sobre o consumo nacional.
O índice Xangai Composto na China fechou próximo à estabilidade, com uma leve queda de 0,01%, a 4.113,65 pontos, enquanto o Shenzhen Composto registrou uma diminuição de 0,8%, atingindo 2.677,79 pontos. O Hang Seng, em Hong Kong, cedeu 0,3%, totalizando 26.487,51 pontos. A rede chinesa de snacks Busy Ming começou a receber pedidos de investidores para sua oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong, prevista para estrear na bolsa em 28 de janeiro.
O índice Taiex de Taiwan subiu 0,4%, alcançando 31.759,99 pontos. A Powerchip continuou apresentando ganhos, aumentando 10%, após a Micron Technology anunciar a intenção de adquirir uma unidade da empresa. Em Seul, o índice Kospi interrompeu a sequência de 12 fechamentos em alta, registrando uma queda de 0,4%, a 4.885,75 pontos. Na Oceania, a bolsa australiana teve alta, enquanto o S&P/ASX 200 caiu 0,66%, fechando em 8.815,90 pontos.
Petróleo
Os futuros internacionais do petróleo WTI estavam sendo negociados a US$ 58,95, apresentando uma queda de 0,82%.
O Brent está sendo comercializado a US$ 63,44, com uma desvalorização de 0,78%.
Bitcoin
O Bitcoin foi negociado a US$ 96.314,02, apresentando uma queda de 1,267%.
Ouro
O ouro está sendo negociado a US$ 4.727,11 por onça-troy, com uma valorização de 1,25%.
Minério de Ferro
O minério de ferro negociado na bolsa de Dalian apresentou uma diminuição de 1,00%, ficando em 789,50 iuanes, o equivalente a US$ 113,29.
Brasil
Endividamento
Uma pesquisa feita pela Serasa Experian indica um cenário de crescente dificuldade para os brasileiros quitarem suas dívidas. A taxa média de pontualidade no pagamento de empréstimos pessoais caiu para 82,7% no segundo trimestre de 2025, comparado a 85,2% no mesmo período de 2024. Esses dados foram coletados a partir do Cadastro Positivo, que compila informações sobre pagamentos de pessoas físicas e jurídicas. Camila Abdelmalack, economista responsável pelo estudo, ressalta que essas informações significam “um quadro de maior comprometimento da renda”, resultante do aumento do endividamento e da elevação das taxas de juros no atual contexto econômico.
Recorde de Inadimplência
Dados da Serasa Experian mostram que o número de empresas que não conseguiram saldar suas dívidas atingiu um recorde no mês de outubro, com um total de 8,7 milhões de companhias inadimplentes, resultando em R$ 204,8 bilhões em dívidas pendentes. A situação mais alarmante é observada no setor de serviços, que representa 54,9% do total de inadimplentes. Este setor é também o mais significativo da economia, respondendo por quase 70% do PIB. Os setores de Comércio e Indústria têm, respectivamente, 33% e 8% de inadimplência, enquanto as classificações restantes incluem Outros (3,1%) e Primário (0,9%).
Economia
O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou, na segunda-feira (19), que seu conselho de administração aprovou um payout de 30% para 2026, por meio de juros sobre capital próprio (JCP) ou dividendos. O Banco do Brasil se comprometeu a remunerar seus acionistas em oito fluxos, com quatro pagamentos realizados antecipadamente ao longo dos trimestres e outros quatro feitos após o encerramento dos trimestres.
O Banco de Brasília (BRB) negou, na mesma data, qualquer risco de intervenção e afirmou ter “suficiência patrimonial” para lidar com as consequências das investigações que envolvem o Banco Master. Em um comunicado, a instituição, que é controlada pelo governo do Distrito Federal, informou que está considerando a venda de ativos recuperados do banco privado para reforçar sua posição financeira. Esta declaração ocorreu após a veiculação de notícias sobre uma suposta urgência de aporte de capital no BRB. O banco declarou que qualquer medida relacionada à reconstituição de capital será avaliada somente após a conclusão das auditorias independentes e das análises conduzidas pelo Banco Central.
Atualização sobre o Banco Master: O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) reportou que 600 mil credores do Banco Master já registraram pedidos de ressarcimento de valores até R$ 250 mil. No total, 800 mil investidores têm direito ao reembolso por aplicações realizadas em CDBs ou outros produtos financeiros oferecidos pela instituição, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro. De acordo com o FGC, cerca de 400 mil credores já finalizaram o processo de solicitação da garantia e estão na fase de pagamento, que se iniciou oficialmente na segunda-feira, 19. A média de processamento dos pedidos é de 11,8 mil por hora, aproximadamente três solicitações por segundo. O aplicativo está funcionando normalmente, mas apresenta lentidão em momentos pontuais, devido ao alto volume de acessos.
Produtos de investimento relacionados a criptomoedas, como fundos e ETFs, experimentaram entradas líquidas de US$ 2,17 bilhões na semana anterior, o volume semanal mais elevado desde 10 de outubro de 2025, antes da correção do mercado, conforme dados do setor. O fluxo positivo foi mais forte nos primeiros dias da semana, mas na sexta-feira houve saídas de US$ 378 milhões, provocado pela escalada da tensão diplomática envolvendo a Groenlândia e novas ameaças de tarifas adicionais por parte dos Estados Unidos contra a União Europeia, elevando a aversão ao risco nos mercados globais.
No que diz respeito aos diferentes ativos, os produtos lastreados em Bitcoin foram os que mais atraíram investimentos, com entradas de US$ 1,55 bilhão. Apesar das discussões no Congresso dos Estados Unidos sobre o Clarity Act, que pode impor restrições à oferta de rendimentos das stablecoins, produtos vinculados a Ethereum e Solana também apresentaram entradas de US$ 496 milhões e US$ 45,5 milhões, respectivamente.
Participantes do mercado afirmam que esses ativos podem se beneficiar de um ambiente regulatório mais claro para stablecoins, considerando que uma grande parte desses instrumentos está estruturada nas redes Ethereum e Solana. Entre as demais criptomoedas, produtos ligados a XRP apresentaram entradas de US$ 69,5 milhões, enquanto Sui, Lido e Hedera registraram captações de US$ 5,7 milhões, US$ 3,7 milhões e US$ 2,6 milhões, respectivamente.
A Cambuhy, pertencente à família Moreira Salles, vendeu sua participação de 3,4% na Eneva. A companhia surgiu da fusão de duas empresas de Eike Batista: a OGX Maranhão, na qual a Cambuhy era investidora, e a MPX, que contava com investimento do BTG. Após a fusão, os dois grupos começaram a divergir sobre os destinos do negócio.
Agenda Econômica
04h00 – Alemanha: PPI
07h00 – Alemanha/ZEW: Índice de expectativas econômicas
10h15 – EUA: Pesquisa semanal ADP de emprego no setor privado
Eventos
06h45 – Andrew Bailey (BoE) comparece ao Comitê do Tesouro britânico
Balanços
EUA/antes da abertura: 3M
EUA/após o fechamento: Netflix e United Airlines
Ibovespa e Dólar
Ibovespa
O principal índice do mercado brasileiro, o Ibovespa, fechou em alta de 0,03%, estabelecendo-se em 164.849 pontos, com um volume financeiro de R$ 8,4 bilhões, que ficou abaixo da média devido à ausência do referencial de Nova York, em razão do feriado.
Maiores Altas do Ibovespa:
| Ação | Variação | Preço |
|---|---|---|
| HAPV3 | +3,85% | R$ 13,49 |
| IRBR3 | +3,59% | R$ 54,30 |
| CURY3 | +2,94% | R$ 32,60 |
| DIRR3 | +2,67% | R$ 13,07 |
| PRIO3 | +1,72% | R$ 44,93 |
Maiores Baixas do Ibovespa:
| Ação | Variação | Preço |
|---|---|---|
| NATU3 | -3,41% | R$ 7,37 |
| CSNA3 | -3,15% | R$ 9,21 |
| RAIZ4 | -2,44% | R$ 0,80 |
| VAMO3 | -2,22% | R$ 3,52 |
| RADL3 | -1,99% | R$ 24,60 |
Dólar
O dólar fechou em baixa de 0,16%, encerrando o dia a R$ 5,3647.
IFIX
O índice IFIX apresentou uma alta de 0,11%, alcançando os 3.813 pontos.
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Fonte: CNBC, Valor Investe, G1, BDM, Infomoney. Atualização: 7h30 (horário de Brasília)
Fonte: br.-.com

