Brasil busca reunião final antes da tarifa de 25% dos EUA.

Negociações Entre Brasil e EUA a Respeito de Tarifas

O governo brasileiro ainda está tentando realizar uma última reunião com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, conhecido como USTR, antes de uma decisão sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Essa conversa é esperada nas próximas horas, mas em Brasília, ela já não é considerada uma oportunidade real para impedir a punição.

Conforme informações obtidas pelo Radar Econômico, a expectativa é que o USTR recomende à Casa Branca a aplicação dessa tarifa. O foco do governo brasileiro neste momento é evitar que o anúncio da tarifa feche imediatamente as portas para futuras negociações.

Possibilidade de Prazo para Implementação

O governo está trabalhando com a hipótese de que a medida, embora aprovada, entre em vigor apenas após um intervalo de tempo, possivelmente dentro da janela de 30 dias prevista pela legislação comercial dos Estados Unidos. A tentativa de realizar um novo encontro antes da decisão já vinha sendo discutida entre os dois governos, com a expectativa de que essa reunião permita ao Brasil conhecer antecipadamente a abrangência da medida, a data de início de sua vigência e a lista final de produtos que podem ser isentos da tarifa.

Avaliação do USTR

O USTR já determinou que certas políticas brasileiras são consideradas “irrazoáveis” ou discriminatórias e propôs oficialmente a tarifa adicional de 25%. As discussões que restam giram em torno da implementação dessa medida e das possíveis exceções que podem ser aplicadas.

A legislação dos Estados Unidos estipula que uma ação da Seção 301 deve ser implementada em um prazo de até 30 dias. Contudo, Washington possui mecanismos para adiar a cobrança, caso considere necessário manter as negociações em andamento. Assim, a última reunião não deverá decidir se o Brasil será penalizado, mas sim quando a tarifa começará a ser cobrada e se o governo Lula terá algum tempo para negociar antes que a cobrança atinja os portos americanos.

Fonte: veja.abril.com.br

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