Banco de Brasília informa saída imediata de membros do Conselho Fiscal; Borneo detém 7,89% das ações preferenciais e episódio ocorre em meio a desdobramentos do caso Banco Master
O Banco de Brasília (BOV:BSLI3) comunicou ao mercado, em um fato relevante divulgado na última sexta-feira (13 de fevereiro), sobre a renúncia de dois integrantes de seu Conselho Fiscal. Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos, na função de membro titular, e Celivaldo Elói Lima de Sousa, na função de suplente, deixaram seus cargos com efeitos imediatos ao tomar conhecimento de que suas nomeações haveriam sido atribuídas ao fundo Borneo, que é administrado pela gestora Reag. Ambos afirmaram de forma oficial que não possuem qualquer associação com o fundo mencionado.
Contexto do Banco de Brasília e do Fundo Borneo
Este episódio ocorre em um período delicado para o Banco de Brasília (BOV:BSLI3), que tem ampliado sua atuação no sistema financeiro. Em março de 2025, a instituição ganhou destaque ao anunciar uma tentativa de aquisição do Banco Master. O fundo Borneo possui 7,89% das ações preferenciais do banco público, configurando-se como um dos maiores acionistas privados da instituição que está listada na bolsa de valores brasileira. O investimento do fundo tem sido considerado um fator importante para fortalecer o capital do BRB, um indicador que o Banco Central leva em conta na avaliação de operações de aquisição.
No comunicado oficial, a instituição reiterou que as renúncias dos conselheiros tiveram efeito imediato a partir do protocolo dos pedidos de saída. Nos documentos, os ex-conselheiros declararam desconhecer plenamente qualquer indicação atribuída ao fundo Borneo e negaram ter qualquer relação com seus representantes ou administradores.
Desdobramentos da Situação do Banco Master
O caso adquire uma dimensão adicional em razão dos desdobramentos relacionados ao Banco Master, que foi liquidado após investigações realizadas pela Polícia Federal, sob a operação denominada Compliance Zero. Essa investigação focou em suspeitas de fraudes financeiras ligadas à emissão e à comercialização de títulos de crédito que eram considerados irregulares.
Desempenho das Ações do Banco de Brasília
Em um relatório de mercado elaborado pela manhã de quarta-feira (18 de fevereiro), verificou-se que as ações do Banco de Brasília (BOV:BSLI3) estavam sendo comercializadas a R$ 5,42, apresentando uma alta de 3,83% em comparação ao fechamento anterior de R$ 5,22. O papel começou o pregão cotado a R$ 5,20, alcançando uma mínima e uma máxima de R$ 5,20 e R$ 5,65, respectivamente, até o momento, com um volume total de 23.300 ações negocidas. Esse movimento sugere que, apesar da instabilidade institucional gerada pelo ocorrido, o mercado tende a avaliar a situação como pontual, sem um impacto imediato sobre a operação da instituição financeira.
Sobre o Banco de Brasília
O Banco de Brasília é uma instituição financeira estatal que está sob o controle do Governo do Distrito Federal. Suas operações abrangem crédito, financiamento imobiliário, serviços bancários e meios de pagamento. Nos últimos anos, o banco tem intensificado suas estratégias de crescimento, ampliando sua base de clientes e diversificando suas fontes de receita. A competição se dá principalmente com bancos de médio porte e grandes instituições que também estão listadas na bolsa de valores, como Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) e Banco do Brasil (BOV:BBAS3).
Considerações para Investidores
Para aqueles que estão acompanhando o desempenho das ações do Banco de Brasília (BSLI3) hoje, o episódio destaca a importância de vigilância em relação à governança corporativa, à estrutura acionária e aos potenciais impactos regulatórios. Esses fatores têm a capacidade de influenciar a avaliação de mercado, o desempenho financeiro da instituição e a percepção de risco dentre os investidores.
Fonte: br.-.com


