BTG fecha acordo para aquisição do Digimais, banco de Edir Macedo

BTG Pactual e a Compra do Banco Digimais

O BTG Pactual firmou um acordo de interesse para a aquisição do banco Digimais, instituição vinculada ao empresário e líder religioso Edir Macedo. Até o momento, tanto o BTG quanto o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não responderam às solicitações sobre o assunto.

Processo de Aquisição

Conforme informações obtidas, o BTG oficializou seu interesse pela compra através de um processo conduzido no âmbito do FGC, em conformidade com a norma 4.222 da entidade. Contudo, é importante ressaltar que a assinatura do acordo não implica na conclusão imediata da transação. Uma das fontes consultadas afirmou: “O acordo do BTG não configura a aquisição, porque o banco de investimentos entra em um leilão no qual ainda pode disputar o Digimais com outras empresas.”

Favoritismo e Projeções

Até o presente momento, o BTG é o único banco que manifestou interesse em participar deste processo, posicionando-se como favorito para assumir as carteiras de crédito do Digimais. A expectativa gira em torno da convocação do leilão pelo FGC nos próximos meses.

Apoio Financeiro e Desafios

Adicionalmente, existe a possibilidade de que a operação receba suporte financeiro por parte do FGC. Entretanto, essa alternativa enfrenta incertezas. Aproximadamente 40% da capacidade do fundo já foi utilizada na liquidação do conglomerado do Banco Master. Também é relevante mencionar que o Banco de Brasília (BRB) está em busca de um empréstimo de 4 bilhões de reais do FGC, o que poderia aumentar ainda mais a pressão sobre a disponibilidade de recursos do fundo.

Situação Financeira do Digimais

De acordo com uma reportagem publicada pela VEJA, o banco Digimais apresenta um patrimônio líquido negativo de 8,5 bilhões de reais. No contexto de deterioração financeira, a instituição continua captando recursos por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), oferecendo uma remuneração equivalente a 125% do CDI.

Controvérsias Legais

O banco também é alvo de acusações provenientes do fundo EXP1. Este fundo relatou ter adquirido 55 mil contratos da carteira de crédito consignado do Digimais, em uma operação totalizando 650 milhões de reais. Contudo, o investidor descobriu que aproximadamente 22 mil desses contratos não possuíam lastro, indicando que poderiam ser inexistentes ou irregulares.

Após a contestação, o Digimais admitiu a fraude, conforme relatos feitos pelo próprio fundo. Em seguida, o banco tentou oferecer novas carteiras como forma de compensação, proposta que foi recusada pelo EXP1, que passou a exigir a devolução dos valores investidos.

Fonte: veja.abril.com.br

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