BTG Pactual acredita no potencial de crescimento da Nvidia (NVDA), mas alerta para 5 riscos importantes; confira.

BTG Pactual acredita no potencial de crescimento da Nvidia (NVDA), mas alerta para 5 riscos importantes; confira.

by Ricardo Almeida
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Atualização da Tese de Investimento da Nvidia pelo BTG Pactual

No último domingo, dia 19, o BTG Pactual (BPAC11) divulgou um relatório que revisa sua perspectiva em relação à Nvidia (NVDA). O documento aponta uma relação atrativa entre risco e retorno para a empresa, conhecida por seu forte desempenho no setor de inteligência artificial (IA).

A instituição financeira estipula um preço-alvo de US$ 237, indicando um potencial de valorização aproximado de 20% em comparação às cotações atuais, que giram em torno de US$ 200.

O analista Vitor Melo, do BTG Pactual, observa que esse valor representa um múltiplo implícito de saída de 21 vezes o lucro projetado para o ano fiscal de 2028, que se encerrará em 31 de janeiro de 2028. Melo considera esse patamar aceitável para uma companhia que exibe um perfil sólido de crescimento, geração de caixa e um posicionamento estratégico significativo dentro da infraestrutura de IA.

A Nova Fronteira da Nvidia

Além do crescente interesse por parte dos investidores, que se manifestou em um incremento de 15 vezes na receita de data centers da Nvidia desde 2023, a firma de análise vê uma nova área promissora a ser explorada pela empresa. Segundo informações da Our World in Data, a receita saltou de US$ 4 bilhões por trimestre para a previsão de US$ 62 bilhões até o final de 2025.

Os analistas apontam que a próxima etapa na expansão da IA é chamada de inferência. Este é o processo em que um modelo de IA que já foi treinado começa a ser aplicado. Em termos mais práticos, este é o momento em que o modelo deixa de aprender e inicia a execução efetiva das tarefas.

As projeções indicam que o mercado de inferência deverá apresentar um crescimento a uma taxa composta anual (CAGR) de 44% entre os anos de 2024 e 2032. Esse crescimento deve superar, em volume, o mercado de treinamento de IA até 2029.

Conforme a adoção da IA se intensifica em empresas, iniciativas governamentais e aplicações práticas no cotidiano, a expectativa é de que a demanda por soluções em IA aumente, em vez de ser concentrada em poucos segmentos. Apesar das possíveis alterações na distribuição dos gastos entre chips, redes e sistemas, analistas acreditam que a Nvidia continua sendo a empresa mais preparada para lidar com a parte mais complexa e economicamente valiosa dessa curva de demanda.

Riscos Identificados pelo BTG Pactual

É importante destacar que o BTG Pactual ressaltou uma série de riscos associados à estratégia de investimento na Nvidia, classificando-os em quatro categorias principais: competitivos, geopolíticos, operacionais e de mercado.

Dentre os pontos que merecem atenção, o primeiro é a adoção de chips personalizados, conhecidos como ASICs, pelos cinco maiores players tecnológicos, frequentemente referidos como “Big 5”. Essas grandes companhias têm desenvolvido tecnologias internas para diminuir a dependência dos produtos da Nvidia. Exemplos incluem o Google, que utiliza suas unidades de processamento tensorial (TPUs), a Amazon com seu chip Trainium, a Meta (MTIA), a Microsoft (Maia) e a OpenAI (Titan).

Esses chips são elaborados para otimizar cargas de trabalho específicas e podem, de fato, reduzir a dependência das unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia, especialmente no circuito de inferência.

Outro fator a ser considerado é a possível canibalização provocada por softwares de eficiência desenvolvidos pela própria Nvidia. Estes aplicativos têm a capacidade de tornar os chips existentes extremamente eficientes, com melhorias de até 40x para certas operações, levantando assim a possibilidade de que a procura por novos hardwares diminua no curto prazo. Avanços em modelos esparsos também podem diminuir a carga computacional requerida, afetando a demanda total do setor.

A infraestrutura e o fornecimento de energia voltados para data centers podem, a princípio, não acompanhar o ritmo acelerado de crescimento dessa indústria, o que poderia se transformar em um obstáculo para o desenvolvimento desse mercado.

Além disso, a linha de produção da Nvidia concentra-se em poucos parceiros estratégicos, como a TSMC para a fabricação de wafers, e SK Hynix, Micron e Samsung para chips de memória HBM. Qualquer contrariedade nos rendimentos ou a necessidade de uma troca de fornecedor pode comprometer significativamente o cronograma de lançamentos e, por consequência, as margens lucrativas da empresa.

Por último, os controles de exportação impostos pelos Estados Unidos permanecem como um fator restritivo relevante para as oportunidades da Nvidia no mercado chinês.

O BTG observa que o cenário em torno da empresa é incerto e, sob as normas atuais, a Nvidia poderá enfrentar dificuldades para oferecer produtos competitivos no mercado de data centers da China. Esse cenário levou a instituição a excluir as receitas da China de seu modelo financeiro até que haja um aumento da previsibilidade regulatória.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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