Expectativas do Mercado
As expectativas do mercado para o balanço da Vale (VALE3), o aumento de capital do Bradesco (BBDC3;BBDC4), e o resultado do segundo trimestre de 2026, incluindo a aprovação de JCP da Ambev (ABEV3), são os principais destaques corporativos desta quinta-feira, dia 30.
Radar do Mercado
Vale (VALE3): Expectativas para o Balanço
Com a divulgação prevista de seu balanço do segundo trimestre de 2026 após o encerramento do pregão da B3 nesta quinta-feira, a Vale (VALE3) está sob forte expectativa do mercado.
A mineradora anticipou que entregou seu melhor segundo trimestre desde 2018, impulsionada por uma produção robusta e por preços favoráveis de suas commodities. No entanto, a principal preocupação que envolve os resultados da Vale é a evolução dos custos.
O desempenho operacional da Vale neste período gerou otimismo entre analistas, pois a companhia alcançou a maior produção de minério de ferro para um segundo trimestre nos últimos oito anos, totalizando 84,3 milhões de toneladas entre abril e junho, representando um aumento de 1% em relação ao ano anterior.
Bradesco (BBDC4): Aumento de Capital e Antecipação de JCP
O Bradesco (BBDC3;BBDC4) aprovou um aumento de capital de até R$ 10 bilhões, com compromisso de subscrição de até R$ 8 bilhões pelos controladores.
A administração do banco afirmou que esse aumento de capital possibilitará a sustentação de investimentos estratégicos, abrangendo ampliação em tecnologia, eficiência comercial, expansão dos negócios e, também, um compromisso institucional com o financiamento sustentável.
O aumento de capital ocorrerá com a emissão de novas ações, sendo os preços estabelecidos em R$ 15,43 por papel ordinário e R$ 17,64 por título preferencial.
Ambev (ABEV3): Distribuição de JCP e Resultados
O conselho de administração da Ambev (ABEV3) aprovou a distribuição de R$ 1,1 bilhão em juros sobre o capital próprio (JCP), com base no lucro do exercício e nos saldos disponíveis. Este valor equivale à montante bruto de R$ 0,0713 por ação.
Em comunicado divulgado ao mercado nesta quinta-feira, a empresa esclareceu que o montante de JCP aprovado em julho de 2026 será imputado ao dividendo mínimo obrigatório do ano.
Lucro da Ambev e Expectativas do Mercado
A Ambev (ABEV3) reportou um lucro líquido de R$ 3,47 bilhões no segundo trimestre de 2026, que representa um avanço de 24,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na linha ajustada, o resultado é de R$ 3,49 bilhões.
Esse incremento no lucro foi impulsionado pelo crescimento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e pela redução das despesas financeiras líquidas, parcialmente compensado por um aumento na despesa com imposto de renda.
JBS (JBSS32): Expansão na Coreia do Sul
A JBS (JBSS32) firmou um memorando de entendimento com a sul-coreana Highland Foods voltado para o fortalecimento da sua presença na Coreia do Sul e em outros mercados. Este acordo foi um dos principais firmados durante o Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, que ocorreu em São Paulo, conforme afirmou a ApexBrasil em nota.
A parceria prevê a cooperação comercial de longo prazo, o desenvolvimento de novos negócios e iniciativas de inovação, em um momento em que Brasil e Coreia do Sul buscam aprofundar suas relações econômicas e diversificar o comércio bilateral.
Multiplan, Iguatemi e Allos: Expectativas para os Balanços
A temporada de divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026 das administradoras de shopping centers inicia nesta semana e tende a reforçar a resiliência operacional do setor, apesar de sinais de uma desaceleração nos indicadores de desempenho, segundo expectativas de analistas.
De modo geral, os analistas preveem um avanço moderado das vendas, impactado por fatores sazonais, como a realização da Copa do Mundo em junho, e por um contexto macroeconômico ainda pressionado pelas taxas de juros elevadas.
Usiminas (USIM3): Resultados Acima das Expectativas
A Usiminas (USIM5) reportou um lucro líquido de R$ 428 milhões no segundo trimestre de 2026, apresentando um significativo crescimento de 236% em comparação ao mesmo período do ano anterior, embora tenha ocorrido uma contração de 52% em relação ao primeiro trimestre, conforme relatório de resultados divulgado nesta quinta-feira.
Este resultado superou consideravelmente as expectativas do mercado, uma vez que o consenso coletado pela Bloomberg estimava um lucro de R$ 281 milhões para o período.
Motiva (MOTV3): Crescimento com Novas Concessões
A Motiva (MOTV3), anteriormente conhecida como CCR, reportou um segundo trimestre de 2026 que se destacou pela contribuição das novas concessões rodoviárias. A companhia registrou crescimento de dois dígitos em receita, no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e no lucro líquido ajustado.
Entre abril e junho, a Motiva obteve uma receita líquida ajustada de R$ 3,63 bilhões, o que representa um crescimento de 20,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado atingiu R$ 2,37 bilhões, um aumento de 30,1%, enquanto o lucro líquido ajustado alcançou R$ 663 milhões, mostrando uma elevação de 67%. A margem EBITDA ajustada passou de 60,6% para 65,3%.
Samsung: Lucro Líquido Recorde
O lucro líquido da Samsung Electronics teve um aumento expressivo de 14 vezes no segundo trimestre de 2026. Esse aumento é atribuído ao desempenho positivo de sua principal divisão de semicondutores, impulsionada pela forte demanda por chips avançados de inteligência artificial (IA), permitindo à empresa de tecnologia manter uma sequência de resultados recordes.
Esses resultados ocorrem em um período em que as preocupações dos investidores voltaram a se manifestar, com relação à sustentabilidade do crescimento relacionado à IA, apesar da continuidade da oferta restrita e dos preços elevados dos produtos de memória usados para suportar a infraestrutura de IA.
BRB: Avanços na Capitalização
O Banco de Brasília (BRB) afirmou, através de nota, que as medidas voltadas para o fortalecimento da sua estrutura de capital continuam em progresso, levando em conta critérios técnicos, regulatórios e de governança. A instituição destacou que se mantém sólida e operando com normalidade.
Recentemente, a Broadcast informou que existem dúvidas no mercado quanto ao empréstimo de R$ 6,60 bilhões que o governo do Distrito Federal pretende captar, questionando se esse montante será suficiente para resolver os problemas enfrentados pelo banco. De acordo com uma fonte anônima, esse valor poderia ser apenas uma “gota em uma chapa quente”, dado o que é considerado uma insuficiência de capital.
*Com supervisão de Juliana Américo
Fonte: www.moneytimes.com.br

