Revisão do Preço-Alvo para Smart Fit
O BTG Pactual revisou suas estimativas para a Smart Fit (SMFT3) após a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26). O preço-alvo foi elevado de R$ 30 para R$ 31 por ação ao final de 2026, o que indica um potencial de valorização de 59,8% em relação ao preço de fechamento do dia anterior. A recomendação do banco é de compra.
Avaliação do Desempenho Operacional
A equipe de analistas liderada por Luiz Guanais avaliou que a rede de academias apresentou números operacionais robustos, os quais ficaram ligeiramente acima das previsões do banco. Apesar das apreensões dos investidores acerca do impacto do TotalPass nas margens e da possível canibalização do modelo B2C (business to consumer), os resultados do primeiro trimestre geraram certa tranquilidade.
Os analistas destacaram que “a empresa apresentou números operacionais e financeiros mais favoráveis do que o esperado, enquanto o TotalPass continuou sua trajetória de crescimento, conquistou participação na frequência de visitas e alcançou resultados melhores por unidade”.
Perspectivas de Crescimento
O BTG Pactual considera que a dúvida não reside mais no potencial de crescimento da plataforma, uma vez que os dados do 1T26 demonstram isso de forma clara. O foco agora está em saber se esse crescimento pode ser convertido em uma melhor monetização ao longo do tempo. Para que isso aconteça, é necessário que haja uma diminuição na diferença de receita por visita, uma alocação disciplinada dos planos e uma canibalização B2C contida.
Fatores que Sustentam o Crescimento da Smart Fit
Os analistas afirmam que a Smart Fit permanece como uma das principais histórias de crescimento no varejo da América Latina. Essa tese é respaldada por quatro fatores principais:
- Escala inigualável em toda a região;
- Números de alto retorno, com margens melhoradas através da alavancagem operacional;
- Exposição a um mercado fragmentado, que oferece espaço para consolidação; e
- Crescimento de plataformas adjacentes, como o TotalPass, que podem incrementar a monetização além do modelo tradicional de academia.
Resultados do 1T26
A Smart Fit reportou um lucro líquido recorrente de R$ 207 milhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 47% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A margem líquida registrou um aumento de 1,3 ponto percentual, alcançando 9,7%.
Desempenho das Finanças da Empresa
No que diz respeito ao lucro líquido recorrente, a companhia alcançou R$ 207 milhões, correspondendo a um crescimento de 47% na comparação anual. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 671,8 milhões neste trimestre, o que representa um aumento de 29% na comparação anual, com uma margem de 32%, ou seja, um avanço de 1 ponto percentual.
A receita líquida da Smart Fit superou, pela primeira vez, a marca de R$ 2 bilhões em um único trimestre, totalizando R$ 2,102 bilhões, um crescimento de 25% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Fatores de Sustentação do Desempenho
Conforme a empresa explicou, esse desempenho foi sustentado pelo crescimento de 20% na receita das academias próprias da marca Smart Fit, além da expansão da categoria “Outras”, que dobrou de tamanho durante o período, impulsionada principalmente pela performance do TotalPass Brasil.
Fonte: www.moneytimes.com.br