Produtores poderão financiar máquinas e inovação agrícola

Novas linhas de crédito para inovação no agronegócio

Produtores rurais que desejam investir em inovação contam agora com uma nova linha de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na quarta-feira, dia 20, uma alteração nas regras de financiamento voltadas para inovação e digitalização, utilizando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A nova medida visa ampliar o acesso ao crédito para tanto empresários individuais quanto pessoas físicas que atuam em setores como agronegócio, produção florestal, pesca e aquicultura. Assim, esses produtores rurais e trabalhadores dos respectivos segmentos poderão contratar financiamentos voltados à modernização tecnológica, aquisição de máquinas e equipamentos, bem como à digitalização das atividades produtivas.

Os recursos são transferidos pelo FAT ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que fornece os financiamentos com juros subsidiados, proporcionando uma opção de crédito mais acessível.

O que muda

Com a decisão do CMN, houve uma ampliação no perfil dos beneficiários. Anteriormente, as operações de crédito eram restritas apenas a empresas formalmente organizadas. Agora, tanto pessoas físicas quanto empresários individuais passam a ser reconhecidos como potenciais beneficiários das linhas de financiamento.

A nova regulamentação se aplica a trabalhadores que residem e estão domiciliados no Brasil, exercendo atividades em setores como:

  • Agronegócio;
  • Produção florestal;
  • Pesca;
  • Aquicultura;
  • Serviços diretamente relacionados a esses segmentos.

Como funciona

Os financiamentos, que utilizam recursos do FAT, são alimentados principalmente pelas contribuições do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). O dinheiro disponível é transferido ao BNDES, que direciona esses recursos para programas de crédito com foco no investimento produtivo.

As operações de crédito estabelecem a Taxa Referencial (TR) como base de remuneração, o que tende a tornar o financiamento mais acessível em comparação às modalidades tradicionais disponíveis no mercado.

De acordo com informações do governo, os recursos provenientes dessa linha de crédito poderão ser utilizados para:

  • Aquisição de máquinas e equipamentos;
  • Modernização tecnológica;
  • Digitalização da produção;
  • Aumento da produtividade;
  • Melhoria das condições de trabalho e produção.

Impactos esperados

O governo avalia que a nova medida pode estimular tanto a produção quanto a comercialização de máquinas agrícolas e equipamentos tecnológicos, beneficiando, assim, fabricantes, distribuidores e prestadores de serviços associados a esses setores.

Além disso, há expectativas de geração de novos empregos, aumento da renda e um fortalecimento da atividade econômica nas regiões que forem atendidas por essas novas linhas de crédito. O governo argumenta que a modernização tecnológica e a digitalização podem contribuir para uma melhor eficiência na produção rural, ampliando a competitividade do setor como um todo.

Quem compõe o CMN

O Conselho Monetário Nacional é a principal entidade responsável por definir as diretrizes das políticas monetária, cambial e de crédito do Brasil. Atualmente, o CMN é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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