BTG prevê transformação nas teses de etanol e identifica petróleo como motor do setor

Análise do Setor de Sucroenergia

O BTG Pactual identifica que o setor de sucroenergia alcançou um ponto de transformação, com o petróleo passando a ser o principal indutor para as ações de açúcar e etanol.

Mudanças na Dinâmica do Setor

De acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira, dia 25, a recente alta nos preços do petróleo alterou de maneira significativa a dinâmica do setor. Até poucas semanas atrás, o setor vinha sendo pressionado pela queda nos preços do açúcar e pela preocupação com a possível superoferta de etanol na safra 2026/2027.

Entretanto, desde essa mudança, observou-se uma recuperação notável das ações neste segmento.

Desempenho das Ações

Os ativos como São Martinho (SMTO3) e Jalles (JALL3) apresentam consideráveis ganhos, acumulando, respectivamente, 31% e 22% de valorização no ano. A Adecoagro, que está listada na NYSE e registra uma alta de 76% em 2026, destaca-se ainda mais, beneficiando-se de sua maior exposição aos mercados de fertilizantes, resultado da aquisição da Profertil. O BTG recomenda a compra dessas três ações.

Perspectivas para Valorização

Mesmo com a alta recente, o banco acredita que ainda há espaço para uma valorização adicional, especialmente se os preços do petróleo se mantiverem altos.

Relação com o Preço do Petróleo

A análise sugere que o setor de sucroenergia começou a reagir mais diretamente às flutuações do Brent, reforçando a conexão entre o setor energético e a sucroenergia.

Premissas do BTG Pactual

O BTG trabalha com três pressupostos principais:

  1. Preços da Gasolina: Acredita-se que os preços da gasolina no Brasil devem se alinhar com a paridade de importação, levando em conta a dependência estrutural do país por combustíveis importados.

  2. Competitividade do Etanol: O etanol hidratado deve manter sua competitividade nas bombas, sendo negociado, em média, a 65% do preço da gasolina durante a safra 2026/27.

  3. Preço do Açúcar: O banco projeta que os preços do açúcar devem operar com um prêmio de aproximadamente 20% em relação ao etanol, de acordo com as médias históricas e refletindo a possibilidade de uma oferta mais restrita do adoçante.

Implicações para o Setor

Nesse cenário, a valorização do petróleo tende a melhorar a competitividade do etanol em comparação com a gasolina. Essa mudança pode impulsionar as margens de lucro e a geração de caixa das empresas do setor.

Conclusão

A análise do BTG Pactual conclui que a sucroenergia evoluiu para além de uma mera tese agrícola, adaptando-se cada vez mais como uma tese vinculada ao mercado global de energia.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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