Revisão da Cobertura da Copasa pelo BTG Pactual
O BTG Pactual reestabeleceu a cobertura sobre a Copasa (CSMG3), levando em conta a nova estrutura da empresa, que agora é administrada pelo setor privado sob a gestão da Equatorial (EQTL3), uma companhia com um histórico sólido de recuperação operacional no Brasil.
Preço-Alvo e Recomendações
O banco aumentou o preço-alvo para o ativo, fixando-o em R$ 81. Essa nova estimativa indica um potencial de valorização de 44,3% em relação ao valor de fechamento anterior de R$ 57,00, mantendo a recomendação de compra.
A Copasa foi destaque no Ibovespa (IBOV) na quinta-feira, dia 18, apresentando uma alta de 3,12%, com suas ações sendo negociadas a R$ 57,90 por volta das 13h30 (horário de Brasília). No mesmo momento, o principal índice da bolsa brasileira registrava uma queda de 0,16%, atingindo 168.182,02 pontos, em função da pressão negativa exercida pelas ações do setor de petróleo.
Dividendos da Copasa em Perspectiva
Segundo os analistas do BTG, a Copasa tem potencial para se tornar uma geradora atrativa de dividendos em um futuro próximo. A empresa, que tem uma alavancagem estimada em aproximadamente 2,2x a dívida líquida/Ebitda até 2026, deve ter capacidade para redistribuir a totalidade de seus lucros aos acionistas, conforme afirmam os especialistas.
Com base nos cálculos do banco, isso pode resultar em um rendimento médio de dividendos de 7,6% entre os anos de 2026 e 2028, com a possibilidade de alcançar porcentagens de dois dígitos nos anos subsequentes.
Fatores de Risco Relacionados ao Preço-Alvo
O BTG ressalta que, além da melhoria nos incentivos e a existência de um ambiente jurídico favorável aos negócios, a privatização da Copasa avança junto à assinatura de contratos revisados com os municípios onde a empresa está inserida. De acordo com o banco, cerca de 30% das receitas da companhia já estão protegidas por contratos renovados.
“Esperamos que a maioria dos municípios assine contratos semelhantes aos do município de Belo Horizonte. O nosso preço-alvo se baseia na adesão integral aos novos termos”, detalha a análise do banco.
Os novos contratos oferecem valor em três aspectos principais:
- Estabelecimento de um mecanismo de compartilhamento pré-definido dos ganhos com a eficiência operacional (opex);
- Inclusão dos serviços de esgoto nas áreas onde a companhia atualmente apenas fornece abastecimento de água;
- Um prazo mais longo de vigência, que se estenderá até 2073.
Entretanto, a ausência de adesão total dos municípios aos contratos representa o principal fator de risco para o novo preço-alvo proposto pelo BTG para a Copasa. A taxa efetiva deve ser divulgada até o final de setembro, quando os 70% restantes deverão decidir sobre a adesão ou não aos termos estabelecidos.
Volatilidade e Perspectivas Futuras
Em relação à volatilidade no médio prazo, Minas Gerais, assim como outros estados brasileiros, realizará eleições para governador neste ano. O resultado pode trazer incertezas adicionais sobre futuros reajustes tarifários da Copasa, segundo a análise do banco.
“Acreditamos que a Equatorial terá um papel significativo na gestão dos riscos regulatórios associados à proposta de investimento” afirma a instituição financeira.
Fonte: www.moneytimes.com.br