Protesto de Motoristas de Caminhão nos Balcãs
Motoristas de caminhão de quatro países dos Balcãs Ocidentais, localizados no sudeste da Europa, iniciaram um bloqueio nos terminais de carga fronteiriços nesta segunda-feira, 26. O protesto é uma reação às regras rígidas de entrada da União Europeia, especialmente no que diz respeito ao limite de tempo permitido para permanência no Espaço Schengen, que é uma área de livre circulação na Europa.
Impacto do Bloqueio
O bloqueio resultou na interrupção do transporte em um corredor crucial que conecta a União Europeia à Turquia e ao Oriente Médio. Esse bloqueio tem gerado preocupações sobre as implicações econômicas para a região, considerando a importância das rotas comerciais.
Deportações e Reações do Setor
De acordo com informações fornecidas pelo sindicato Logistika, que representa 47 mil trabalhadores na Bósnia-Herzegovina, mais de 100 motoristas de caminhão foram deportados no ano passado por ultrapassarem os 90 dias permitidos na União Europeia. Recentemente, outras 100 deportações foram anunciadas, o que tem intensificado o descontentamento entre os motoristas da região.
Em Gevgelija, que é a principal passagem de fronteira entre a Grécia e a Macedônia do Norte, cerca de 100 caminhões, todos com bandeiras da Macedônia do Norte, bloquearam o terminal de carga. Além disso, motoristas da Bósnia, Montenegro e Sérvia também tomaram medidas similares, bloqueando as fronteiras em seus respectivos países.
Exigências dos Caminhoneiros
Os caminhoneiros estão exigindo uma prorrogação do tempo de permanência permitido no Espaço Schengen, uma vez que, devido à grande quantidade de carga que transportam, alcançam rapidamente o limite de permanência imposto pelas regras atuais.
Consequências Econômicas
Filip Stojanov, um caminhoneiro de 26 anos da Macedônia do Norte, expressou as preocupações que essa situação tem gerado. "Isso está colocando nossa economia e toda a economia dos Balcãs em risco. Os motoristas podem perder empregos, e as empresas de transporte vão fechar", afirmou Stojanov, ressaltando a gravidade da situação enfrentada pelos profissionais da área.
Este protesto ilustra não apenas os desafios enfrentados pelos motoristas, mas também a fragilidade da economia na região e a necessidade de revisão das políticas que afetam a mobilidade e o comércio.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


