Investigação de Fraude no ICMS pelo Grupo Casas Bahia
Criação do Comitê para Apuração
O Grupo Casas Bahia estabeleceu um comitê com a finalidade de investigar uma suposta fraude relacionada à liberação de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado de São Paulo. A informação foi divulgada em um comunicado ao mercado na sexta-feira, dia 27.
A Operação Fisco Paralelo
Na quinta-feira, 26, o Ministério Público de São Paulo iniciou a Operação Fisco Paralelo, que tem como foco um possível esquema de fraude bilionária no ICMS. Essa operação investiga a participação de servidores da Secretaria de Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) em atividades ilícitas.
Detalhes Sobre as Investigações
As investigações revelaram que o auditor Artur Gomes da Silva Neto é considerado o principal operador do esquema. Ele teria atuado como um "coringa" na liberação indevida de créditos, movimentando mais de 1 bilhão de reais em propinas por meio de uma empresa de fachada. Segundo as apurações, a fraude no ICMS teria beneficiado várias empresas, incluindo Carrefour, Kalunga, Casas Bahia, Caoa e Center Castilho.
Posicionamento do Grupo Casas Bahia
Em nota, o Grupo Casas Bahia afirmou que não recebeu notificações ou informações de quaisquer autoridades sobre investigações relacionadas aos fatos mencionados. A empresa enfatiza que vai colaborar de maneira integral com qualquer apuração que possa ser realizada pelas autoridades competentes e condena veementemente qualquer violação à legislação pertinente, mantendo políticas rigorosas de integridade e compliance, além de uma análise prévia de fornecedores.
Comitê Independente de Investigação
A companhia também explicou que estabeleceu um Comitê Independente de Investigação, que será liderado pelo Conselheiro Independente Jackson Schneider, que também é parte do Comitê de auditoria, riscos e compliance.
O Grupo ressaltou a importância de assegurar um padrão elevado de rigor e independência durante a investigação. Para isso, o Comitê terá o apoio de assessores externos de alto nível, incluindo escritórios de advocacia e auditores especializados, que serão contratados com urgência. A investigação seguirá as melhores práticas nacionais e internacionais aplicáveis a processos desse tipo.
Fonte: veja.abril.com.br