Revisão do Cenário Econômico
O panorama econômico apresentou uma deterioração. Essa é a percepção do Bank of America (BofA) sobre a economia brasileira, na qual os economistas preveem a elevação das taxas de juros nos próximos períodos.
Expectativas de Juros e Impactos
Anteriormente, a expectativa era que a taxa Selic ficasse em torno de 12%. No entanto, agora o horizonte indica juros consideravelmente mais altos para 2026 e 2027, o que terá um impacto direto sobre diversos aspectos, como os custos de financiamento, a qualidade do crédito, o crescimento da carteira de empréstimos e os volumes negociados no mercado.
Ações Recomendadas
Com essa mudança de expectativas, os analistas revisaram suas avaliações e destacaram uma ação que se destaca em todos os cenários, tanto os mais otimistas quanto os mais pessimistas: a B3 (B3SA3).
A recomendação para essa ação foi elevada de neutra para compra, com um preço-alvo ajustado para R$ 22, comparado a R$ 20 anteriormente. Isso representa um potencial de valorização de 43,5% em relação ao fechamento das ações na última terça-feira. Por volta das 14h, as ações estavam em alta de 2,54%, cotadas a R$ 15,72, enquanto o índice Ibovespa apresentava uma queda de 0,7%.
Análise do Desempenho da B3
De acordo com os analistas, em um contexto de juros elevados, o perfil defensivo da B3, caracterizado pela sua capacidade de geração de receitas, tende a se destacar. Além disso, é relevante ressaltar que a ação está sendo negociada perto de suas mínimas históricas, com um preço sobre lucro (P/L) de 11,2 vezes para o ano de 2027.
O banco também observa que o papel oferece um significativo potencial de valorização, caso o ambiente macroeconômico apresente melhorias futuras.
Ações a Serem Evitadas
Por outro lado, o Bank of America revisou em baixa suas recomendações para as ações de Stone (STNE) e PagBank (PAGS), alterando-as de compra para neutra. Segundo os analistas, um cenário de mercados com juros mais altos tende a impactar negativamente as operações de ambas as empresas.
Impacto do Cenário Econômico nas Empresas
Os custos de financiamento estão diretamente correlacionados às taxas de juros e, com isso, devem continuar a pressionar a rentabilidade da empresa de pagamentos. No caso específico do PagBank, o ambiente macroeconômico mais desafiador torna mais difícil a implementação da estratégia de crédito que foi comunicada em setembro do ano anterior.
Embora a avaliação das ações ainda seja considerada pouco exigente, os analistas apontam que a relação risco-retorno se tornou mais equilibrada, uma vez que as previsões de lucros foram ajustadas para refletir o novo cenário econômico. O preço-alvo das ações foi reduzido de US$ 12 para US$ 10.
Situação da Stone
A situação da Stone também sofreu revisão pela instituição. O BofA argumenta que a elevação das taxas de juros eleva os custos de financiamento no segmento de pagamentos, desacelerando o crescimento da carteira de crédito e aumentando as provisões necessárias para perdas. Além disso, as estimativas de lucro para 2026 e 2027 foram cortadas, incorporando as novas pressões financeiras, passando a trabalhar com projeções bem abaixo do consenso do mercado.
A situação dos lucros parece ter se enfraquecido, mas a baixa avaliação das ações proporciona um limite para o risco de queda, levando os analistas a adotar uma posição mais cautelosa. Com isso, o preço-alvo da Stone foi reduzido de US$ 23 para US$ 13.
Fonte: www.moneytimes.com.br