China Defende Controle de Exportação de Minerais Críticos
A China defendeu suas medidas de controle de exportação relacionadas a suprimentos minerais críticos. O governo chinês instou as nações do G7 a respeitarem os princípios da economia de mercado e as normas do comércio internacional, em vez de favorecerem "pequenos grupos". Essa declaração foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 18 de outubro.
Acordo do G7 para Reduzir Dependência
As declarações chinesas aconteceram logo após um acordo assinado na quarta-feira, 17 de outubro, pelos líderes do G7. Este acordo visa aumentar a coordenação entre os países do grupo com o intuito de reduzir a dependência de suas economias em relação à China para o fornecimento de minerais críticos. Entre as medidas discutidas, estão planos para alinhar o armazenamento e ampliar a atuação da Agência Internacional de Energia.
Esforços da China em Controle de Exportações
Em resposta às ações do G7, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, afirmou que os esforços da China para padronizar e aprimorar seu sistema de controle de exportações estão em consonância com práticas internacionais. Segundo ele, o objetivo dessas medidas é proteger de forma mais eficaz a paz mundial e a estabilidade regional, além de cumprir as obrigações internacionais relacionadas à não proliferação de tecnologias.
Críticas à "Imposição de Regras"
Lin Jian também instou os líderes do G7 a cessarem a "imposição de regras de grupos restritos", que, segundo ele, prejudicam a ordem econômica e comercial internacional. Esses comentários ecoam uma crescente preocupação na China com a percepção de que as potências ocidentais estão tentando isolar o país em várias frentes, incluindo o comércio de especialistas e tecnologias estratégicas.
Diversificação de Suprimentos pelos Ocidentais
As potências ocidentais estão atualmente empenhadas em diversificar suas fontes de suprimento de metais essenciais para áreas como defesa, tecnologia e energias renováveis. Essa estratégia surge em resposta a restrições impostas pela China sobre a exportação de ímãs permanentes no ano anterior, que afetaram variados setores e ressaltaram a dependência excessiva de uma única fonte.
Metas do G7 para Redução de Dependência
Os líderes do G7, embora sem mencionar diretamente a China, comunicaram seu objetivo de reduzir a dependência de qualquer fornecedor externo — incluindo países parceiros — para terras raras e ímãs permanentes. A meta estabelecida é diminuir essa dependência para menos de 60% até 2030, com um objetivo ambicioso de alcançar uma redução de 50% "o mais rápido possível".
Essa estratégia está sendo observada de perto, pois poderá ter implicações significativas nas cadeias de suprimento globais e nas relações comerciais entre os países ocidentais e a China.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


