
A China apresenta sinais de buscar uma reaproximação comercial com os Estados Unidos, utilizando a compra de soja como uma possível ferramenta de negociação. Essa estratégia surge em um contexto em que o país asiático enfrenta consideráveis perdas em seu comércio exterior. Durante o WW, José Pimenta, diretor de Comércio Internacional da BMJ Consultores, destacou que a China deseja convocar o presidente Donald Trump para uma mesa de negociação.
Conforme dados recentes disponíveis, as exportações chinesas para os Estados Unidos registraram uma queda significativa de 15% nos primeiros oito meses deste ano. Esse impacto é especialmente relevante em produtos de alto valor agregado, incluindo máquinas, equipamentos eletrônicos e medicamentos.
Histórico da Relação Comercial
Entre os anos de 2000 e 2017, os Estados Unidos direcionaram 60% de suas exportações globais de soja ao mercado chinês. No entanto, esse panorama alterou-se drasticamente após o ano de 2018, com uma acentuada redução nas compras por parte da China.
Demonstrando uma possível abertura ao diálogo, o principal negociador chinês se encontrou com produtores do meio-oeste americano. Essa movimentação sugere uma tentativa de reavaliar as relações comerciais entre as duas nações, especialmente levando em consideração a importância histórica do comércio de soja.
O Brasil, que se destaca como um dos principais exportadores de soja para a China, representando 35% do total das exportações brasileiras, também está diretamente envolvido neste processo de redistribuição das relações comerciais em nível global.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
