China Concorda em Comprar Jatos Boeing
Detalhes do Acordo
A China concordou em adquirir 200 jatos Boeing, com a possibilidade do número total chegar a 750 aeronaves, conforme anunciou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma declaração a repórteres na última sexta-feira. Trump mencionou que as aeronaves serão equipadas com motores da GE Aerospace.
O acordo inicial envolve aproximadamente 200 aviões, com a promessa de um número maior caso as negociações sejam bem-sucedidas. No entanto, ainda não foram divulgados detalhes adicionais sobre os modelos específicos dos jatos ou a data prevista para a entrega das aeronaves.
Impacto no Mercado
Caso sejam concretizados, esses pedidos representariam o primeiro grande acordo da Boeing com a China em quase dez anos. A fabricante americana de aviões foi praticamente excluída do segundo maior mercado de aviação do mundo em virtude das tensões comerciais entre Pequim e Washington.
Na quinta-feira, as ações da Boeing sofreram uma queda de quase 4%, após Trump anunciar à Fox News que a China havia aceitado o pedido de 200 jatos, um número considerado aquém das expectativas de analistas do mercado. As ações continuaram a cair cerca de 2,4% nas negociações da manhã da sexta-feira, enquanto os papéis da GE Aerospace também apresentaram queda de 2%.
Expectativas de Encomenda
Fontes previamente informaram à Reuters que uma encomenda de aproximadamente 500 jatos estava sendo discutida antes do encontro entre Trump e o líder chinês, Xi Jinping. Se esse pedido de mais de 500 jatos for finalmente concretizado, ele se tornaria o maior da história da aviação, superando a encomenda de 500 aeronaves da Airbus feita pela IndiGo. É esperado que a compra da China seja distribuída entre suas três principais companhias aéreas estatais.
Reação da Boeing
A Boeing ainda não forneceu uma resposta ao pedido de comentário da Reuters sobre o assunto. Entretanto, a CEO da Boeing, Kelly Ortberg, e o CEO da GE Aerospace, Larry Culp, estavam entre os executivos americanos que acompanharam Trump em sua visita à China, buscando fechar acordos ou solucionar disputas comerciais.
Implicações para o Mercado Chinês
Para a China, um pedido dessa magnitude seria fundamental para garantir a continuidade da expansão de seu mercado de aviação. Isso se torna especialmente relevante considerando que a produção de sua aeronave de fuselagem estreita, o COMAC C919, que é fabricada internamente, ainda não atingiu as metas estabelecidas.
Este grande pedido também seria um passo estratégico para a Boeing, que busca reduzir a diferença de competitividade em relação à Airbus, que conseguiu estabelecer uma considerável vantagem no mercado chinês nos últimos anos.
Contexto Econômico
A concretização desse acordo seria uma vitória significativa para o presidente Donald Trump, que até agora não conseguiu reduzir de maneira eficaz o grande déficit comercial dos Estados Unidos por meio de suas políticas de tarifas e outras medidas comerciais.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br