Projeções para o Dólar em 2026
O dólar americano pode encerrar o ano de 2026 próximo de R$ 5,40, conforme projeções do Citigroup (Citi). Essa estimativa representa um aumento significativo em relação ao fechamento de quinta-feira, 19 de março, quando a moeda estava cotada a R$ 5,22. De acordo com a análise do banco, o real enfrenta dois principais vetores de risco: o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o cenário eleitoral interno.
Fatores de Sustentação do Real
O relatório do Citi aponta que, no curto prazo, o Brasil tem contado com um fator de sustentação, sendo um exportador líquido de petróleo. Nesse contexto, o país se beneficia com a alta desse produto, especialmente em razão do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, o que tende a aliviar as pressões cambiais iniciais.
Incidência da Incerteza no Ambiente Externo
Ainda assim, o banco destaca que o cenário externo continua incerto. Nesse aspecto, a evolução dessa situação depende da duração e da intensidade das tensões geopolíticas. O Citi observa que não está claro se o mercado já superou os picos recentes, tanto dos preços do petróleo quanto do índice VIX, que mede a volatilidade do mercado de ações nos Estados Unidos.
Possíveis Consequências do Estresse Internacional
O cenário pode se agravar caso o estresse internacional se prolongue. O banco sugere que tensões que durarem mais do que o esperado podem resultar em reações de mercado mais voláteis. Também não se pode descartar a possibilidade de que a aversão ao risco se intensifique a ponto de anular a proteção dada pela posição superavitária do Brasil no comércio de petróleo.
Análise do Cenário Doméstico
No contexto interno, o Citi enfatiza o histórico de maior instabilidade do real em anos eleitorais. A análise revela que a incerteza política tende a exacerbar os movimentos no câmbio, especialmente em situações em que há dúvidas em relação ao resultado das eleições e à condução da política econômica futura.
Fontes de Incerteza nas Eleições Presidenciais
Conforme a avaliação do banco, as eleições presidenciais podem ser fontes de incerteza por duas principais vias: a identificação do vencedor e as políticas econômicas que estarão associadas ao novo presidente. Historicamente, uma incerteza elevada tem impactado a taxa de câmbio. Ao analisar o real em anos eleitorais, é desafiante observar uma tendência clara de depreciação. Entretanto, ao observar a volatilidade da taxa de câmbio, é possível notar picos que frequentemente ultrapassam um desvio-padrão em relação à média durante esses períodos.
Fonte: br.-.com


