CNI: Mais de 30% dos brasileiros optam por empregos com carteira assinada

CNI: Mais de 30% dos brasileiros optam por empregos com carteira assinada

by Fernanda Lima
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Preferência por Emprego Formal

Os brasileiros demonstram uma clara preferência por vagas com carteira assinada, conforme indicado na 67ª edição da pesquisa "Retratos da Sociedade Brasileira", que trata da percepção da população em relação ao mercado de trabalho. Este estudo foi divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) no dia 10 de outubro.

Opiniões sobre o Mercado de Trabalho

De acordo com os dados apresentados, mais de um terço (36,3%) das pessoas que estavam empregadas e em busca de novas oportunidades no mês anterior à pesquisa consideraram o emprego formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como o tipo de oportunidade mais atrativa. O trabalho autônomo surgiu como a segunda alternativa mais valorizada, com 18,7% das menções. Em seguida, a pesquisa apontou que 12,3% dos entrevistados viam o emprego informal como a opção preferida. Também foram identificadas oportunidades no trabalho autônomo por meio de plataformas digitais, que atraíram 10,3%, além da abertura do próprio negócio (9,3%) e dos contratos como pessoa jurídica (6,6%).

Valorização dos Direitos Trabalhistas

Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI, observou que, apesar do crescimento de novas modalidades de trabalho, incluindo aquelas ligadas a plataformas digitais, os trabalhadores ainda valorizam o acesso a direitos trabalhistas, a estabilidade e a proteção social. Esses fatores continuam a ser considerados diferenciais relevantes, mesmo em um contexto de flexibilidade crescente nas relações de trabalho.

Frustração com Falta de Oportunidades

A pesquisa também revelou que 20% dos entrevistados relataram frustração por não terem encontrado oportunidades atraentes durante o período avaliado. Essa insatisfação reflete as dificuldades em localizarem vagas que estejam alinhadas às suas expectativas e desejos profissionais.

Juventude e Emprego Formal

Preferência dos Jovens

A preferência pelo emprego formal é ainda mais pronunciada entre os jovens, superando a média geral de 36,3%. Entre os entrevistados na faixa etária de 25 a 34 anos que estavam empregados e à procura de novas oportunidades, essa preferência alcançou 41,4%. Em relação aos jovens de 16 a 24 anos, 38,1% deles consideraram as vagas com carteira assinada como mais interessantes.

Razões por trás da Preferência

Claudia Perdigão acredita que o emprego formal proporciona maior segurança aos jovens, que buscam estabilidade logo no início de suas carreiras profissionais. Esse dado reflete uma percepção de que a segurança no emprego é essencial nesse momento de formação profissional.

Perspectivas sobre o Trabalho Autônomo Digital

A pesquisa da CNI também explorou a visão dos trabalhadores sobre as plataformas digitais. Um em cada dez brasileiros que estavam ocupados e procuravam emprego no mês anterior à pesquisa consideraram as oportunidades de trabalho autônomo em plataformas digitais, como motoristas ou entregadores de aplicativos, como atrativas. Contudo, a maioria dos entrevistados vê esse modelo de trabalho como uma solução emergencial ou uma forma de complementar a renda, em vez de uma estratégia de carreira a longo prazo. Apenas 30% dos interessados nessas plataformas consideram-nas sua principal fonte de sustento.

Satisfação com o Emprego Atual

Alto índice de Satisfação

A pesquisa também indicou que 95% dos entrevistados, que incluem empregados, empregadores e trabalhadores autônomos, manifestaram satisfação em relação ao trabalho que desempenham atualmente. Dentre estes, 70% se consideraram muito satisfeitos, enquanto apenas 4,6% se mostraram insatisfeitos, sendo que apenas 1,6% se sentiram muito insatisfeitos.

Mobilidade e Busca por Novas Oportunidades

Esses elevados índices de satisfação podem ajudar a explicar a baixa mobilidade observada no mercado de trabalho, conforme apontado pelo levantamento. Apenas um em cada cinco trabalhadores (20%) buscou ativamente uma nova colocação nos 30 dias antecedentes à pesquisa. Essa necessidade de mudança varia com a idade dos profissionais. Os jovens de 16 a 24 anos mostraram-se mais inquietos, com 35% procurando outra oportunidade, ao passo que apenas 6% dos trabalhadores com mais de 60 anos fizeram o mesmo.

Análise de Comportamentos por Faixa Etária

Claudia Perdigão nota que essa diferença se deve ao fato de os jovens ainda estarem construindo suas carreiras, enquanto os profissionais mais velhos tendem a priorizar segurança e previsibilidade. O levantamento também captou que 65,4% dos trabalhadores disseram que estavam na mesma ocupação há mais de dois anos, e 43,7% relataram estar no mesmo trabalho por mais de cinco anos.

Conclusões sobre o Mercado de Trabalho

Segundo a CNI, a expressiva permanência em empregos pode estar vinculada ao aquecimento prolongado do mercado de trabalho, que fez com que a taxa de desocupação chegasse a mínimas históricas. No trimestre encerrado em dezembro de 2025, essa taxa foi de 5,1%.

Nesse cenário, a elevação nos rendimentos trabalhistas incentivou muitas empresas a adotarem estratégias de retenção, tanto para funcionários quanto para colaboradores externos. Além disso, o estudo corrobora que o tempo de permanência no emprego tem impacto significativo na disposição dos trabalhadores em buscar novas oportunidades. Entre aqueles que estavam na mesma ocupação há menos de um ano, 36,7% procuraram outra vaga, enquanto apenas 9% dos brasileiros com mais de cinco anos na mesma posição tiveram a mesma iniciativa.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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