O Avanço do QR Code e do Pix
O crescimento das transações realizadas por meio de QR Code tem solidificado o uso do Pix como o método de pagamento mais ágil no mercado brasileiro.
Desenvolvido em conformidade com as diretrizes do Banco Central (BC), esse sistema proporciona rapidez ao eliminar a necessidade de digitação manual das chaves bancárias.
Entretanto, a crescente popularidade desse recurso também atrai golpistas que exploram desde a adulteração física de códigos até manipulações psicológicas para desviar valores.
Relatos de golpes em locais como praias, restaurantes e festas têm se tornado cada vez mais frequentes. Neste ano, duas turistas argentinas foram vítimas de um golpe que começou com um desfalque de 7 mil reais na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro.
A plataforma do Pix foi utilizada na situação, e as turistas conseguiram perceber que haviam sido enganadas, utilizando uma das táticas que serão apresentadas a seguir.
O Funcionamento do Pix e a Barreira Bancária
O QR Code, por si só, atende a critérios rigorosos de segurança e não realiza a transferência de valores automaticamente ao ser escaneado.
Pela necessidade de autorização explícita do usuário, o sistema bancário incorpora uma etapa intermediária obrigatória: a tela de confirmação do Pix.
Nessa interface, o cliente deve atuar como auditor de sua própria transação financeira.
Para reduzir o risco de fraudes, é essencial que o usuário siga um protocolo de seis verificações obrigatórias antes de inserir a senha de confirmação:
- Checagem do destinatário: Ao realizar um Pix, é fundamental confirmar se o titular da conta corresponde ao estabelecimento comercial ou vendedor. Fique alerta a quaisquer diferenças entre a razão social e o nome fantasia, validando os dados com o caixa, se necessário.
- Conferência do montante: Verifique se o valor digitado no aplicativo corresponde exatamente ao que está na fatura. Em situações de códigos estáticos, revise cuidadosamente o número antes de confirmar o envio.
- Inspeção visual do código: Ao efetuar pagamentos em estabelecimentos físicos, observe se há adesivos sobre a placa original de cobrança, uma prática comumente utilizada em locais com grande movimento, como restaurantes e feiras.
- Filtro de contatos desconhecidos: Desconfie de QR Codes que sejam enviados por meio de WhatsApp, e-mail ou redes sociais com alegações de cobranças não solicitadas ou promoções suspeitas.
- Atenção ao gatilho de urgência: Ofertas de descontos relâmpago ou ameaças de cancelamento podem induzir a uma ação precipitada. É recomendável desacelerar e analisar a transação de forma mais calma.
- Revisão final no aplicativo: Confira a tela de resumo apresentada pela instituição financeira e mantenha o aplicativo bancário sempre atualizado para garantir que você tem acesso às mais recentes atualizações de segurança disponibilizadas pelo seu banco.
De acordo com dados do Serasa Experian, no Brasil foram registradas quase 7 milhões de tentativas de fraude no primeiro semestre de 2025.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
Fonte: www.moneytimes.com.br

