Expectativas de Lucro e Reavaliação da Walmart
Perspectivas de Lucro e Classificação
As expectativas elevadas de lucro para o curto prazo representam um desafio para a Walmart e podem resultar em descontentamento entre os investidores, de acordo com a análise do banco de investimento Oppenheimer. Recentemente, a instituição rebaixou a classificação da maior varejista do país, passando de "desempenho superior" para "desempenho em linha" e removendo sua meta anterior de preço de $140 para as ações, que sugeria um potencial de valorização de 26% em relação ao fechamento da última segunda-feira.
Razões para o Rebaixamento
O analista Rupesh Parikh delineou três razões que justificam a decisão de ser menos otimista em relação à Walmart em um relatório de 40 páginas publicado na terça-feira:
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Desafios na Farmácia: O desempenho do setor farmacêutico na divisão Walmart U.S. apresenta desafios que podem resultar em uma discrepância nas comparações de vendas em relação às previsões de mercado no segundo trimestre e no restante do ano, impactadas pela Lei de Redução da Inflação.
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Avaliação no Pico: A avaliação atual das ações está em um nível elevado, o que poderia torná-las mais suscetíveis a uma reavaliação negativa, especialmente se o crescimento comparativo da Walmart U.S. desacelerar de mais de 4% para uma faixa que varia entre 2,5% a 3,5%.
- Previsões de Mercado: As previsões do mercado já estão modeladas consideravelmente à frente das diretrizes de longo prazo da empresa, o que deixa menos espaço para uma valorização adicional.
Projeções de Lucro e Metas de Longo Prazo
O outlook da Oppenheimer para os lucros da Walmart neste ano não sofreu alterações significativas, mantendo a previsão de lucro de $2,81 por ação em 2026, um aumento em comparação aos $2,64 em 2025 e $3,10 em 2027. Parikh ainda acredita que a Walmart pode atingir suas diretrizes tanto de vendas quanto de lucros para o ano fiscal de 2026, além de alcançar suas metas de longo prazo.
Divergência entre os Analistas
A nova classificação da Oppenheimer destaca sua posição como uma exceção no mercado financeiro. Apenas quatro analistas, dentre os 44 que cobrem a Walmart, possuem recomendações de "manter" as ações, e nenhum deles está classificado como "vender" ou "desempenho inferior", conforme dados da LSEG. No entanto, à medida que a empresa se aproxima da divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre fiscal, agendada para 20 de agosto, a Oppenheimer prevê que as ações poderão sofrer uma queda como resposta aos resultados, dado que a avaliação se encontra em seu pico.
Avaliação Histórica e Perspectivas Futuras
Atualmente, as ações da Walmart estão sendo negociadas a 37 vezes os lucros projetados, enquanto, historicamente, esse índice está mais próximo de 23 vezes, conforme mencionado por Parikh. O analista também observou que essa perspectiva alterada é apenas temporária, uma vez que a Oppenheimer continua otimista em relação à Walmart a longo prazo.
"Apesar de estarmos nos afastando do cenário atual devido ao que consideramos uma relação risco/recompensa menos atraente, continuamos a ver com bons olhos as perspectivas de longo prazo da Walmart e o time de gestão", afirmou Parikh. "Acreditamos que o algoritmo de longo prazo da empresa ainda é realista e permanecemos confiantes nos esforços da gestão sob a liderança do presidente e CEO John Furner para impulsionar a conquista de participação de mercado ao longo do tempo."
Fonte: www.cnbc.com