Construtora despenca até 7% após previsão do 1T26, mas bancos mantêm recomendação de compra e projetam alta de quase 80% para os papéis.

Construtora despenca até 7% após previsão do 1T26, mas bancos mantêm recomendação de compra e projetam alta de quase 80% para os papéis.

by Ricardo Almeida
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Movimentação das Ações da Construtora Plano&Plano

As ações da construtora Plano&Plano (PLPL3) experimentaram uma forte queda nesta quarta-feira, dia 15, em resposta à prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26), divulgada na noite anterior. As ações, que estão fora do índice Ibovespa, apresentavam uma desvalorização de aproximadamente 7% por volta das 11h55 (horário de Brasília), sendo negociadas a R$ 12,83. A análise do mercado apresenta uma leitura mista entre os especialistas.

Lançamentos e Vendas Abaixo do Esperado, Segundo o BTG

No primeiro trimestre, a Plano&Plano lançou quatro empreendimentos, totalizando 3.663 unidades e gerando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 989,3 milhões. Este montante representa uma queda de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, além de estar 5% abaixo das previsões apresentadas pelo BTG Pactual.

Durante o mesmo período, as vendas brutas da companhia alcançaram R$ 941 milhões, o que significa uma alta de 1% em relação ao ano anterior. No entanto, os cancelamentos (ou distratos) alcançaram R$ 100 milhões, apresentando um aumento de 35% na mesma base de comparação. Como resultado, as vendas líquidas totalizaram R$ 842 milhões, o que representa um recuo de 2% em comparação com o 1T25 e um desvio de 16% das projeções do banco.

A velocidade de comercialização, expressa pelo indicador VSO, foi de 17% no trimestre, enquanto no ano anterior essa taxa era de 21%.

Pressão no Caixa, mas Melhora no Radar

A Plano&Plano reportou um consumo de caixa de aproximadamente R$ 80 milhões entre janeiro e março, um valor que supera os cerca de R$ 50 milhões que o BTG havia previsto. Segundo os analistas, a construtora apresentou um desempenho fraco neste primeiro trimestre, resultante em uma velocidade de vendas lenta e um consumo de caixa maior do que o estimado.

Mesmo diante desse cenário, o banco ressalta que a companhia possui R$ 50 milhões a receber de projetos vinculados ao programa “Pode Entrar”, da Prefeitura de São Paulo, o que deve ocorrer ao longo dos próximos meses, especificamente no segundo trimestre de 2026.

É importante destacar que a Plano&Plano é uma das principais construtoras parceiras do projeto habitacional da Prefeitura de São Paulo. Além disso, a instituição observou que uma parte significativa das vendas realizadas no primeiro trimestre ocorreu por meio de corretores terceirizados, cuja transferência de recebíveis costuma acontecer no trimestre seguinte, o que pode contribuir para uma geração de caixa mais favorável no futuro.

Apesar dos resultados desfavoráveis, o BTG mantém sua recomendação de compra para as ações PLPL3, fundamentada no bom desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que proporciona uma forte acessibilidade e demanda. O banco ainda enfatizou que as ações estão sendo negociadas a um valuation atrativo de 5 vezes o múltiplo P/L estimado para o ano de 2026.

O preço-alvo para as ações foi fixado em R$ 23, o que implica um potencial de valorização de cerca de 78% em relação à cotação atual.

Análise do Bradesco BBI sobre os Resultados

O Bradesco BBI classificou a prévia operacional como “neutra”. Após um quarto trimestre robusto, os números referentes ao 1T26 foram considerados mais “equilibrados”, com lançamentos e vendas se mantendo praticamente estáveis numa comparação anual, embora tenham sido acompanhados por um aumento no consumo de caixa e nos distratos.

De acordo com o banco, a velocidade de vendas contabilizada nos últimos 12 meses encerrou março em 51,1%, apresentando uma queda de 1,5 ponto percentual em relação ao ano anterior e de 1,2 ponto em relação ao trimestre passado, mas ainda em um nível considerado saudável.

“O consumo de caixa foi de R$ 80 milhões, refletindo principalmente os efeitos do timing nos recebíveis, incluindo cerca de R$ 50 milhões que estão relacionados a entregas do programa ‘Pode Entrar’, com expectativa de recebimento no 2T26, além de R$ 16 milhões em distribuições de dividendos de sociedades de propósito específico (SPEs)”, esclareceu o banco, alinhando-se à análise realizada pelo BTG.

O Bradesco BBI também destacou que o nível de estoques da construtora permanece confortável, com R$ 3,9 bilhões em VGV, o que representa um aumento de 19% em um ano. O landbank alcançou um potencial VGV de R$ 34,5 bilhões, uma alta de 12%, sendo majoritariamente concentrado na cidade de São Paulo, o que oferece boas perspectivas para o crescimento futuro.

Por fim, o BBI reafirmou a recomendação de compra para a Plano&Plano, sustentada pela expectativa de uma melhoria gradual ao longo do ano de 2026, bem como pelos aperfeiçoamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, além do valuation atrativo, com múltiplo P/L de 5,3 vezes previsto para 2026.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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