Desempenho das Ações do Setor de Construção Civil
As ações das empresas Direcional (DIRR3), Moura Dubeux (MDNE3) e MRV (MRVE3) apresentam um desempenho misto nesta quinta-feira, dia 13, em decorrência da divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25).
Por volta das 12h, horário de Brasília, as ações da Direcional (DIRR3) e da Moura Dubeux (MDNE3) apresentavam recuos de 0,67% e 1,08%, cotadas a R$ 17,91 e R$ 30,17, respectivamente. Por outro lado, as ações da MRV (MRVE3) subiam 0,74%, sendo comercializadas a R$ 8,20 na B3.
Resultados da Direcional (DIRR3)
Entre as construtoras analisadas, a Direcional se destaca como o principal fornecedor no segmento de baixa renda, apresentando perspectivas de crescimento em lançamentos, vendas e receita bruta durante o trimestre.
No período entre julho e setembro, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 230 milhões, o que representa um aumento de 43% em comparação ao ano anterior. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) anualizado foi de 38%.
De acordo com um relatório do BTG Pactual, os resultados acima das expectativas foram impulsionados por um desempenho financeiro eficaz.
Ademais, a receita líquida da Direcional atingiu R$ 1,16 bilhão, representando um crescimento de 27% em relação ao ano anterior, com uma performance comercial robusta.
A margem Ebitda ajustada foi de 26,1%, refletindo um aumento de 170 pontos-base devido à diluição de custos fixos. O BTG Pactual mantém uma perspectiva positiva em relação ao segmento de baixa renda, apoiada pela dinâmica contínua do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O relatório também indica que a empresa deverá distribuir dividendos consideráveis no 4T25, impulsionados principalmente pela venda da empresa Riva, estimados em R$ 1 bilhão.
O documento conclui que a Direcional apresenta um momento favorável, expectativa de dividendos elevados e uma avaliação atrativa, com múltiplo P/L projetado para 2026 de 8. O BTG Pactual recomenda a compra das ações DIRR3, com um preço-alvo de R$ 20, o que sugere um potencial de valorização em torno de 11%.
Resultados da MRV (MRVE3)
Em relação à MRV&Co, o BTG Pactual avaliou que os resultados consolidados estão em conformidade com as estimativas, com uma recuperação nas margens no Brasil, que foi compensada pelo desempenho abaixo do esperado da subsidiária Resia nos Estados Unidos e por custos financeiros elevados.
No 3T25, a receita líquida do grupo somou R$ 2,9 bilhões, resultando em um crescimento de 18% em comparação com o 3T24, e apresentando uma margem bruta de 33,1%, que representa uma alta de 320 pontos-base. O lucro por ação (LPA) ficou em R$ 0,15, conforme as projeções do banco.
O relatório observa que os resultados consolidados da MRV corresponderam às expectativas estabelecidas previamente, visto que a recuperação das margens brutas foi, em parte, ofuscada pelo desempenho fraco da Resia e pelo aumento dos custos com juros. No cenário dos Estados Unidos, a Resia enfrentou um prejuízo de US$ 19 milhões, causado pela alta alavancagem, com queima de caixa de US$ 2 milhões, apesar das vendas de ativos. A queima de caixa no Brasil foi de R$ 29 milhões.
O BTG Pactual ressaltou que, em sua análise, a recuperação da MRV está levando mais tempo do que o inicialmente esperado. Contudo, as perspectivas para o programa MCMV são favoráveis e a venda de ativos nos Estados Unidos também avança positivamente. O banco manteve a recomendação de compra para as ações MRVE3, com um preço-alvo de R$ 12, gerando um potencial de valorização em torno de 46%.
Resultados da Moura Dubeux (MDNE3)
A Moura Dubeux, identificada como um dos possíveis destaques do 3T25 no segmento de média e alta renda, reportou um lucro líquido de R$ 118 milhões, resultando em um aumento de 32% em relação ao ano anterior. O ROE foi de 26%, superando as expectativas do mercado.
Entre julho e setembro, o lucro bruto ajustado chegou a R$ 236 milhões, um crescimento de 37% em comparação com o 3T24, com uma margem de 43%, impulsionada pelas vendas no segmento de condomínios.
A queima de caixa da company foi de R$ 65 milhões, apresentando um desempenho melhor do que o previsto, mesmo diante do aumento no ritmo de lançamentos e aquisições. A empresa também anunciou dividendos no valor de R$ 51 milhões.
O BTG Pactual afirmou que a combinação de crescimento forte, margens elevadas e baixa alavancagem reforça a visão positiva em relação à Moura Dubeux. O banco enfatizou que a construtora deve continuar a expandir suas operações em nichos com menor demanda de capital de giro.
Com a ação negociada a 5 vezes o múltiplo P/L projetado para 2026, ela é considerada atrativa. O BTG manteve a recomendação de compra para as ações MDNE3, com um preço-alvo de R$ 40, implicando em um potencial de alta de 32%.
Fonte: www.moneytimes.com.br

