Sonegação Fiscal no Setor de Transporte Rodoviário de Cargas
A sonegação fiscal no setor de transporte rodoviário de cargas ultrapassa a cifra de R$ 32 bilhões. Este dado foi revelado em um levantamento realizado pela Associação das Administradoras de Meios de Pagamento Eletrônico de Frete (Ampef), que representa as principais empresas do país no segmento de soluções de pagamento eletrônico de frete e Vale-Pedágio Obrigatório (VPO).
Informalidade e Sonegação
Conforme o estudo, a informalidade neste setor atinge a marca de 43%. Isso resulta em uma sonegação tributária estimada em quase R$ 32,7 bilhões por ano. Este montante refere-se aos tributos federais, estaduais, municipais e contribuições previdenciárias que deixam de ser recolhidos.
Impactos da Sonegação
Raphael Rodrigues, presidente-executivo da Ampef, destaca que uma porção significativa dos recursos que poderiam ser investidos em políticas públicas é perdida devido a práticas de sonegação. Este cenário prejudica o desenvolvimento de iniciativas que poderiam beneficiar a sociedade como um todo.
Desafios no Transporte Rodoviário
Rodrigues também aponta que o maior entrave no transporte rodoviário está relacionado à chamada carta-frete. Este documento funciona como uma nota promissória que as transportadoras emitem para que os motoristas possam cobrir despesas da viagem, incluindo alimentação e custos com combustível. Assim, uma parte do valor é antecipada ao motorista, enquanto o restante é liquidado na entrega da carga.
Legalidade da Modalidade
Embora essa modalidade seja considerada ilegal, ela continua a ser empregada em operações informais que realizam transportes em médias e longas distâncias. A manutenção dessas práticas ilegais contribui ainda mais para a fragilidade econômica do setor e para o aumento da sonegação tributária.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


