Construtoras enfrentam queda na Bolsa após governo descartar cortes nos juros do MCMV

Construtoras enfrentam queda na Bolsa após governo descartar cortes nos juros do MCMV

by Ricardo Almeida
0 comentários

Desempenho das Incorporadoras e Construtoras

As incorporadoras e construtoras que estão listadas na bolsa de valores apresentaram uma tendência majoritária de queda nesta segunda-feira, 9 de outubro. Essa movimentação foi influenciada pelas declarações do ministro das Cidades, Jader Filho, que declarou que o Governo Federal não tem a intenção de reduzir os juros do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), mesmo diante da expectativa de redução da taxa Selic ao longo do ano.

Reações do Mercado

Aproximadamente às 15h, no horário de Brasília, as ações da MRV (MRVE3), Direcional Engenharia (DIRR3) e Cury (CURY3), que são empresas voltadas para habitação popular, apresentavam quedas de cerca de 0,67%, 1,14% e 1,04%, respectivamente, na B3. Em contraste com essa tendência de baixa, as ações da construtora Tenda (TEND3), que também atua no segmento do MCMV, subiram cerca de 0,77%.

Taxas do MCMV Estão Estáveis

Durante um evento que ocorreu na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), localizado no Rio de Janeiro, o ministro Jader Filho ressaltou que as taxas de financiamento do programa já atingem níveis mínimos históricos. Segundo ele, “Estamos na menor taxa da história do Minha Casa, Minha Vida. Na Faixa 1, que é destinada a famílias com renda de até R$ 2.850, a taxa de juros é de 4% ao ano nas regiões Norte e Nordeste e de 4,25% nas outras regiões.”

Ele ainda informou: “Não há previsão de baixar mais esses juros, e acreditamos que, pelos resultados, essa taxa está atendendo às necessidades do povo brasileiro.”

Projeções Futuras para o Programa

Apesar de suas declarações, o ministro fez uma observação positiva ao indicar que o Brasil deve fechar o ano de 2026 com a estimativa de cerca de 3 milhões de contratos assinados no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida desde 2023. Jader Filho também discutiu as expectativas do programa em um possível cenário de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições que ocorrerão em outubro.

Ele declarou que a “projeção é contratar 1,5 milhão de unidades em 2027”, garantindo que se a situação permanecer como está, é viável continuar expandindo e promovendo as contratações.

Otimismo no Setor Imobiliário

O setor imobiliário mantém um otimismo considerável, apoiado pelas previsões apresentadas em um relatório recente do BTG Pactual. A instituição financeira reafirmou uma perspectiva positiva para o segmento de construção civil até 2026, dando ênfase às empresas que atuam na área de habitação para baixa renda.

No documento divulgado, o banco analisa que a forte continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida deve se manter, impulsionada por possíveis readequações nas condições do programa e pela existência de um orçamento robusto disponível no FGTS. A análise do BTG Pactual sugere que esses elementos tendem a manter margens e retornos elevados por um período mais prolongado, o que favorecerá os resultados financeiros das companhias do setor.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy