Banco projeta potencial de alta para ações da Copel
A Companhia Paranaense de Energia – Copel (BOV: CPLE3) voltou a ter uma avaliação positiva no mercado, com o JPMorgan elevando seu preço-alvo para R$ 18. Essa nova recomendação implica um potencial de valorização de aproximadamente 18% em relação à cotação atual de R$ 16,07, observada na terça-feira (28/04), às 14h45, na bolsa de valores brasileira.
Análise do banco norte-americano
Na perspectiva do JPMorgan, a Copel se destaca num cenário onde os investidores buscam previsibilidade e uma menor exposição a riscos. Embora essa abordagem possa limitar ganhos mais expressivos, o perfil da empresa oferece uma maior resiliência em cenários adversos. Este fator é especialmente relevante no setor elétrico, onde a volatilidade nos preços pode ser uma preocupação constante.
Sensibilidade a choques de mercado
Entre os principais pontos destacados pelo banco, está a baixa sensibilidade da empresa a choques negativos. De acordo com as análises do JPMorgan, uma queda de 30% nos preços de energia teria um impacto de aproximadamente 10% no valor presente líquido (VPL) da companhia. Além disso, uma redução de 100 pontos-base no retorno permitido da distribuição afetaria cerca de 6%. Apesar desses possíveis impactos, espera-se que a empresa mantenha dividendos acima de 5% entre os anos de 2026 e 2029, frente a um yield de cerca de 7% no cenário base atual.
Desempenho recente das ações
Outro fator que reforça a tese de investimento é o desempenho recente das ações da Copel. Os papéis acumulam uma alta de cerca de 35% no ano e impressionantes 80% nos últimos 12 meses, superando seus concorrentes no setor elétrico da B3. Mesmo após essa valorização significativa, o JPMorgan considera que os múltiplos de negociação ainda são razoáveis, com a empresa negociando a aproximadamente 1,4 vez o EV/RAB projetado para 2026 e 16 vezes o lucro, sustentados por um crescimento médio anual do lucro por ação (LPA) de 11% ao longo de cinco anos.
Execução operacional da Copel
O banco também ressaltou a execução operacional da Copel, destacando a participação da empresa em leilões de capacidade, que evidenciam a disciplina na alocação de riscos e a eficiência na gestão de capital. O balanço sólido da companhia, acompanhado de sua capacidade de investimento, contribui para a geração de valor adicional no médio e longo prazo.
Cenário macroeconômico
No que diz respeito ao cenário macroeconômico, os preços de energia no Brasil apresentam-se firmes, acima de R$ 220/MWh. O setor hidrelétrico, especialmente na região Sul, que é um área de forte atuação da Copel, tem mostrado surpresas positivas. Esse contexto favorece a geração de caixa e sustenta as projeções de crescimento para a empresa.
Revisão do preço-alvo
A revisão do preço-alvo do JPMorgan também leva em consideração novos projetos hidrelétricos contratados, atualizações na curva de preços de energia e estimativas preliminares para a revisão tarifária da distribuidora. No entanto, o banco mantém uma postura ligeiramente mais conservadora em relação às projeções para o período entre 2026 e 2030.
Desempenho das ações no pregão
Durante o pregão desta terça-feira (28/04), as ações da Copel (CPLE3) estavam operando em uma leve queda de 1,41%, cotadas a R$ 16,07. A ação abriu a sessão a R$ 16,13 e registrou uma máxima de R$ 16,13, além de uma mínima de R$ 15,87 até o momento. Esses movimentos indicam uma realização de lucros no curto prazo, mesmo diante de uma perspectiva positiva respaldada por análises de especialistas.
Com fundamentos robustos, uma geração consistente de caixa e uma política de dividendos atrativa, a Copel (CPLE3) continua sendo uma das opções relevantes para investidores que buscam exposição ao setor elétrico na B3.
Fonte: br.-.com