Alaska Asset Management torna-se maior acionista da Biomm
A Alaska Asset Management tornou-se a maior acionista da biofarmacêutica Biomm, reconhecida como a única fabricante nacional de insulina glargina, com uma participação de 26,15%. A informação foi divulgada pela empresa na terça-feira.
A aquisição de ações
A gestora, que conta com o investidor Luiz Alves Paes de Barros como sócio, adquiriu uma quantia significativa das ações da Biomm que foram transferidas para o Banco de Brasília (BRB) após a liquidação do fundo Cartago. Este fundo possuía uma participação de 25,86% na empresa. É importante ressaltar que o fundo era associado a Daniel Vorcaro, que se encontra em prisão preventiva, em decorrência de investigações relacionadas a irregularidades no Banco Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado.
A insulina glargina e os acordos de fornecimento
A insulina glargina é uma insulina análoga à humana e caracteriza-se por ter longa duração. A Biomm mantém um acordo de fornecimento com o Ministério da Saúde, fundamental para a distribuição e uso do medicamento no Brasil.
No dia anterior à denúncia da aquisição, a Biomm havia comunicado acerca de uma correspondência do BRB datada de 24 de outubro, informando sobre a transferência das ações para a instituição estatal. Na terça-feira, a empresa também anunciou que recebeu um aviso do BRB indicando uma redução de sua participação na Biomm para 3,25%. Adicionalmente, na segunda-feira, a B3 anunciou um leilão que envolveria 35,4 milhões de ações, com um preço estipulado de R$7,35 por papel.
Participação da Cedro Participações
Além das ações transferidas do BRB, a Alaska Asset Management também adquiriu parte da participação da Cedro Participações, que vendeu praticamente todas as suas ações na Biomm, restando apenas uma participação residual. A Cedro, que possuía cerca de 7,8% da empresa, teve o restante de suas ações absorvidas por outros acionistas e investidores.
Em termos quantitativos, a Alaska comprou aproximadamente 35,8 milhões de ações da Biomm.
Perspectivas para o futuro
O presidente-executivo da Biomm, Guilherme Maradei, avaliou as mudanças no quadro acionário de forma positiva, enfatizando que a entrada da Alaska Asset Management demonstra um grande alinhamento com a estratégia de longo prazo da companhia.
Maradei acrescentou que a empresa está passando por um momento vantajoso, destacando que, em 2025, a Biomm registrou seu primeiro resultado operacional (Ebitda) positivo, totalizando R$3,3 milhões. Em contraste, no ano anterior, a empresa havia apresentado um desempenho operacional negativo de R$69,3 milhões.
Maradei também expressou a expectativa de que a empresa mantenha um ritmo robusto de crescimento em 2026, embora não tenha especificado números. “Contamos com a continuidade do Ebitda positivo, assim como o avanço de nossa margem de rentabilidade em 2026”, concluiu.
Fonte: www.moneytimes.com.br