O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou na noite de domingo (5) que conseguiu reunir as assinaturas necessárias para a prorrogação das atividades da comissão por mais 60 dias. Essa informação foi confirmada pela reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O prazo inicial para as atividades da CPI se encerra em 14 de abril. A decisão final sobre a continuidade dos trabalhos ficará a cargo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes a serem realizados e uma quantidade significativa de documentação para ser analisada. O Brasil somente se tornará uma República democrática de fato quando a mesma lei se aplicar a todos”, publicou Vieira em suas redes sociais.
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Oitivas da semana na CPI
Enquanto aguarda a decisão de Alcolumbre, a CPI mantém seu cronograma de atividades. Ao menos quatro oitivas estão programadas para esta semana.
Na terça-feira (7), a comissão tentará ouvir o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Convocado pelo colegiado, Ibaneis conseguiu um habeas corpus assinado pelo ministro André Mendonça, do STF, e não deverá comparecer. No entanto, a reunião permanece agendada. A intenção dos parlamentares é indagar sobre seu papel nas decisões do BRB (Banco de Brasília) em relação às operações do Master, que estão sendo investigadas pela Polícia Federal.
Além disso, na terça, a comissão deve ouvir o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, a respeito do domínio territorial de facções dentro das unidades prisionais no país.
Campos Neto e Galípolo convocados
Na quarta-feira (8), a CPI realizará as oitivas de Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo, que foram o ex-presidente e o atual presidente do Banco Central, respectivamente.
Campos Neto foi convocado novamente na última reunião da terça-feira (31). Antes disso, ele havia obtido um habeas corpus no Supremo para não comparecer. Galípolo deverá ser ouvido na condição de convidado.
Investigações travadas
Instalada em novembro, a CPI tem enfrentado obstáculos causados por decisões judiciais que restringem o avanço das investigações sobre o Master. A suspensão da quebra de sigilo da empresa Maridt, da qual o ministro Dias Toffoli é um dos sócios, é um dos principais pontos de conflito.
O ministro Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilo. A comissão recorreu, Contudo, o presidente do STF, Edson Fachin, negou o pedido e manteve a suspensão. A direção da CPI informou que tomará as medidas recursais necessárias e tem direcionado críticas públicas à atuação de certos integrantes da Corte.
Fonte: timesbrasil.com.br

